Quem é João Carlos Mansur, fundador da Reag e ex-executivo investigado na segunda fase da Operação Compliance Zero, alvo nas apurações sobre o Banco Master
Perfil, carreira e envolvimento nas investigações que resultaram em apreensões, bloqueios e 42 mandados, com bens sequestrados que totalizam R$ 5,7 bilhões
João Carlos Mansur é fundador da Reag Investimentos e aparece na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Na ação desta quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados em endereços ligados a acionistas e executivos, e apreendeu bens pessoais. A investigação envolve suposta captação, aplicação e desvios de recursos.
O caso afetou também outras figuras citadas pela apuração, como o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure, que são alvos da operação.
conforme informação divulgada pelo g1
Trajetória profissional de Mansur
Formado em ciências contábeis, João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012, e declara ter 35 anos de experiência no mercado financeiro, com atuação em auditoria, controladoria e gestão financeira.
Ele também é conselheiro independente autorizado pela CVM para gerir carteiras, e em seu perfil profissional afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo FII, FIP e FIDC, além de participar de operações no mercado de capitais.
Passagem por grandes empresas e projetos
Mansur trabalhou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e esteve envolvido na criação do estádio Allianz Parque. Ele também integrou a joint venture da Trump Realty Brazil entre 2003 e 2006, projeto que não avançou.
O histórico mostra experiência em planejamento estratégico, análise de investimentos e desenvolvimento de negócios, pontos que ajudaram a estruturar fundos e operações financeiras ao longo das últimas décadas.
Detalhes da operação e medidas da Polícia Federal
A ação da Polícia Federal, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, determinou 42 mandados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.
Em endereços ligados a investigados foram apreendidos carros, relógios de luxo e outros bens, e durante o cumprimento dos mandados os agentes também encontraram dinheiro em espécie, totalizando até então R$ 97,3 mil em dinheiro vivo.
O celular do proprietário do Banco Master foi apreendido, e os mandados foram cumpridos em São Paulo, inclusive na Avenida Faria Lima, e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Controvérsias anteriores e impacto para Mansur
Esta não é a primeira vez que João Carlos Mansur aparece em investigações, ele renunciou ao cargo de presidente do conselho da Reag em setembro, após a empresa ter sido alvo de uma megaoperação da PF relacionada ao Primeiro Comando da Capital.
Na ocasião, as investigações apontaram irregularidades em etapas da produção e distribuição de combustíveis, e um esquema bilionário de fraudes e lavagem que teria envolvido fintechs, fundos e outras empresas do setor financeiro.
Com a nova fase da investigação, crescem as atenções sobre o papel de Mansur e sobre como eventuais decisões judiciais poderão afetar fundos e estruturas vinculadas à sua atuação profissional.