quinta-feira, junho 4, 2026

Quem é João Carlos Mansur, fundador da Reag e investigado na Operação Compliance Zero, apontado em apuração sobre fraudes no Banco Master com bloqueio de R$ 5,7 bilhões

Share

Perfil e trajetória de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, sua carreira no mercado financeiro, vínculos com fundos e o envolvimento nas apurações da Polícia Federal

João Carlos Mansur é apontado na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de fraudes no Banco Master.

A ação da Polícia Federal resultou em buscas, apreensões e bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados.

Os dados da operação e as informações sobre os alvos foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.

Trajetória profissional

João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis e, segundo seu perfil público, tem 35 anos de experiência no mercado financeiro.

Ele fundou a Reag Investimentos em 2012 e atua como conselheiro independente autorizado pela CVM para gerir carteiras.

No LinkedIn, Mansur afirma ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo FII, FIP e FIDC, e ter experiência em auditoria, controladoria e análise de investimentos.

Passagens em empresas e projetos

Mansur trabalhou em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e participou da criação do estádio Allianz Parque.

Ele também integrou a joint venture Trump Realty Brazil entre 2003 e 2006, projeto que não chegou a concluir empreendimentos imobiliários.

No ano passado, Mansur renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos, após implicações em outra grande operação da PF vinculada ao Primeiro Comando da Capital.

O que a Operação Compliance Zero apura

A segunda fase da operação mira suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, e tem como um dos alvos João Carlos Mansur.

Além de Mansur, são investigados o dono do banco, Daniel Vorcaro, seus parentes, e o empresário Nelson Tanure.

Segundo a investigação, havia “captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e seus familiares”.

Medidas da Polícia Federal e bens bloqueados

A decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a Polícia Federal.

Em endereços ligados aos investigados foram apreendidos carros, relógios de luxo e outros itens de valor, e o celular do proprietário do Banco Master foi apreendido.

Durante os cumprimentos, os agentes também encontraram dinheiro em espécie, contabilizados até então em R$ 97,3 mil.

Os mandados foram cumpridos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Contexto e próximos passos

A investigação segue em curso, com a Polícia Federal e o Judiciário trabalhando para mapear fluxos financeiros e responsabilidades.

Fontes citadas na cobertura inicial destacam apreensões e bloqueios significativos, e que as apurações podem resultar em novas medidas e desdobramentos processuais.

O caso envolve nomes do mercado financeiro, fundos e empresas de investimentos, e deve permanecer sob atenção enquanto as autoridades analisam documentos e materiais apreendidos.

Leia Mais

Fique por dentro