Após ataques em Teerã e outras cidades, a morte de líderes militares e a confirmação de vítimas elevam a tensão regional, enquanto o Irã anuncia luto e promete resposta
Três ataques coordenados na manhã que atingiram Teerã e várias cidades deixaram um rastro de destruição e dúvidas sobre a nova cadeia de comando militar iraniana.
O episódio atingiu o topo da hierarquia política e militar do país, com relatos de mortes no Estado-Maior, na Defesa e na Guarda Revolucionária.
A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho, conforme informação divulgada pelo g1.
Quem eram os principais chefes militares do Irã mortos
Entre os nomes citados pelas agências estão o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, mortos em ataques atribuídos a Israel por fontes ouvidas pela agência Reuters.
Além desses, a mídia estatal iraniana informou que foram atingidos integrantes do Estado-Maior e altos funcionários ligados ao programa nuclear, com impactos no comando operacional do país.
A agência estatal também divulgou nota sobre a morte do líder supremo, Ali Khamenei, classificando o episódio como um “crime” e afirmando que seu “martírio” marcará “uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”.
Como ocorreram os ataques e quem assumiu responsabilidade
Segundo relatos, mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, além de explosões em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
O governo de Israel, por meio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou que forças israelenses destruíram um complexo usado por Khamenei e que “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias.
Os Estados Unidos confirmaram participação nos ataques e afirmaram que nenhum militar americano ficou ferido na ação, segundo comunicado oficial do Exército dos Estados Unidos.
Reações internas, luto e declarações internacionais
O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
As Guardas Revolucionárias publicaram comunicado prometendo continuar o caminho do líder, e o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu que Khamenei “não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel” e que os bombardeios “vão continuar para alcançar paz no Oriente Médio e no mundo”.
Netanyahu, em pronunciamento, fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime, afirmando que “a ajuda chegou”, em referência a declarações anteriores de apoio a manifestantes.
Consequências imediatas e risco de escalada
Além das mortes e feridos, houve lançamento de mísseis iranianos contra Israel, acionamento de sistemas de defesa em países do Golfo e fechamento do Estreito de Ormuz por motivos de segurança, segundo a agência estatal Tasnim.
Na sequência, o Irã atacou bases americanas na região, e autoridades relataram danos considerados “mínimos” às posições dos EUA, enquanto explosões foram ouvidas em diversos países vizinhos, ampliando o risco de uma escalada regional.
O destino do comando remanescente da Guarda Revolucionária e do programa nuclear, assim como a resposta internacional, serão determinantes para os próximos dias, com previsível aumento de tensões e operações militares na região.