Quem eram os chefes militares do Irã mortos em ataques dos EUA e de Israel, perfis, cargos e impacto no comando de Teerã, 201 mortos e 747 feridos

Levantamento dos principais comandantes atingidos, como o ataque atingiu o Estado-Maior, a Defesa e a Guarda Revolucionária, e o que muda na hierarquia iraniana

Explosões em Teerã e em outras cidades iranianas atingiram instalações ligadas ao poder político e militar do país, segundo relatos da imprensa e agências estatais.

As ações, atribuídas a Estados Unidos e a Israel, deixaram um saldo de mortos e feridos que o governo iraniano ainda compila, e provocaram resposta militar de Teerã contra alvos israelenses e bases americanas.

O episódio levou o gabinete do Irã a declarar luto nacional, e a divulgar notas oficiais sobre perdas na cúpula do Estado e nas Forças Armadas, conforme informação divulgada pelo g1.

Quem eram os comandantes atingidos

Entre os nomes citados em relatos, o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, foram apontados como mortos em ataques, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters, reportadas pelo g1.

Além desses, autoridades iranianas mencionaram perdas no Estado-Maior e em órgãos ligados ao programa nuclear, sem listar sempre todos os nomes em comunicados iniciais.

O gabinete do governo do Irã informou que houve mortes no Estado-Maior, na Defesa e na Guarda Revolucionária, e anunciou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.

Detalhes dos ataques e números oficiais

Agências de notícias relataram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, com explosões ouvidas ainda em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

A imprensa iraniana, citando a rede humanitária Crescente Vermelho, informou que os ataques deixaram 201 mortos e 747 feridos, números que ainda são atualizados pelas autoridades de saúde e pelos órgãos de proteção civil.

O Exército dos Estados Unidos afirmou que nenhum militar americano ficou ferido na ação, e que os danos às bases americanas após a retaliação iraniana foram mínimos, segundo comunicados oficiais relatados pela imprensa.

Reações oficiais do Irã e declarações de líderes estrangeiros

O governo iraniano divulgou nota em que descreve o ataque como um “crime”, e afirmou que o episódio “marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo”, dizendo que “o sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista”.

Em pronunciamento, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse haver indícios de que locais usados pelo líder supremo foram destruídos e afirmou que “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou mensagens classificando o ataque como justiça, e afirmou que bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”, segundo trechos divulgados pela imprensa.

Consequências militares e regionais

Como resposta imediata, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, e sistemas de defesa foram acionados em diversos países da região, incluindo Estados do Golfo e Israel.

O fechamento do Estreito de Ormuz por motivos de segurança foi informado pela agência estatal Tasnim, o que eleva o risco de impactos no tráfego de petróleo e na economia global.

Autoridades israelenses e americanas dizem que seguirão atacando alvos iranianos considerados militares ou ligados ao programa nuclear, enquanto o Irã afirma que continuará a defender seu território e seu sistema político.

O cenário mostra risco de escalada, com perdas na cúpula militar iraniana afetando a cadeia de comando, e com reações diplomáticas e militares que podem alterar alianças e posturas na região.