quinta-feira, junho 4, 2026

Recall Volvo EX30, 40.323 SUVs elétricos convocados por risco de incêndio na bateria, troca de módulos pode chegar a US$ 195 milhões, fornecedor Shandong Geely Sunwoda

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Volvo convoca 40.323 unidades do EX30 por falha em células de alta tensão, orienta limitar recarga a 70% e promete substituição gratuita, segundo o G1

A fabricante anunciou a convocação de um lote grande de seus SUVs elétricos, afetando principalmente modelos com células de alta tensão produzidas por uma joint venture apoiada pelo grupo Geely.

A montadora informou que fará a substituição gratuita dos módulos afetados e recomendou limites temporários de recarga para reduzir riscos.

Essas medidas ocorrem em um momento de corte de custos e maior integração com a controladora chinesa, o que aumenta a atenção sobre o impacto financeiro e de imagem da empresa, conforme informação divulgada pelo g1.

O que motivou o recall

Ao todo, 40.323 unidades do EX30 nas versões Single-Motor Extended Range e Twin-Motor Performance, equipadas com essas células de alta tensão, são afetadas, informou a montadora sueca, controlada majoritariamente pela chinesa Geely.

A Volvo afirmou que fará a substituição gratuita das unidades afetadas e recomendou que, até a conclusão do reparo, os proprietários limitem a recarga a 70%, para reduzir o risco de incêndio.

A empresa também disse, em nota, que “Estamos entrando em contato com os proprietários de todos os carros afetados para orientá-los sobre os próximos passos”.

Segundo a montadora, as baterias foram produzidas pela joint venture Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co., e o fornecedor já corrigiu a falha e será responsável pelo fornecimento das novas células.

Impacto financeiro e reputacional

Analistas alertam para o custo potencial da operação, e uma estimativa apontada por reportagem avaliou que a substituição dos módulos pode custar até US$ 195 milhões, sem considerar logística e reparo, segundo análise da Reuters citada pelo G1.

As ações da Volvo recuaram 4% após a reportagem da Reuters sobre o recall, em um sinal da preocupação do mercado com o episódio.

O caso também é lembrado em contexto histórico, porque, em 2020, um risco de incêndio levou a General Motors a convocar um recall de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt, equipadas com baterias fornecidas pela LG, a um custo estimado de US$ 2 bilhões, o que evidencia como problemas em baterias podem ser caros e danosos à imagem.

Especialistas ouvidos destacam que o EX30 é estratégico para a Volvo, o que aumenta a pressão para correção rápida, e que a marca tem menos margem para erro por sua forte associação com segurança.

Orientações aos proprietários e reações

Desde dezembro, a Volvo orientou proprietários do EX30 em mais de uma dúzia de países, incluindo Estados Unidos, Austrália e Brasil, a estacionar os veículos longe de edifícios e limitar a recarga a 70%, segundo registros regulatórios e a própria empresa.

Alguns proprietários manifestaram descontentamento e até interesse em devolver os carros. Um corretor comentou que escolheu o EX30 pela autonomia e pela reputação de segurança da Volvo, e afirmou que a montadora deveria assumir responsabilidade por estar “produzindo um carro que é perigoso”.

Outro proprietário disse ter tido custos adicionais, porque a limitação da recarga reduziu a autonomia do veículo, e afirmou, “Eu ficaria absolutamente encantado se eles recomprassem o carro”.

Para especialistas do setor, a reação da Volvo precisa ser clara e rápida. Como disse Sam Fiorani, vice-presidente de previsão global de veículos da AutoForecast Solutions, “O EX30, em especial, é muito importante para a Volvo, então eles precisam acertar”.

Próximos passos e supervisão

A Volvo informou que está contatando todos os proprietários afetados para orientar sobre os procedimentos e que o fornecedor será responsável pelas novas células, segundo comunicado da empresa.

Enquanto os reparos são agendados, a recomendação é limitar a recarga a 70% e evitar deixar os veículos próximos a edificações, medidas que visam reduzir riscos imediatos.

O episódio coloca a Volvo sob escrutínio, por causa da associação histórica da marca com segurança, e levanta dúvidas sobre custos, imagem e como a integração com a controladora Geely será gerida nos próximos meses.

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