Reforma trabalhista de Milei enfrenta greve geral da CGT, paralisação de 24 horas anunciada quando Câmara discutir texto aprovado no Senado por 42 votos a 30

Crise social e política, a reforma trabalhista de Milei chega ao plenário da Câmara em meio a protestos, com sindicatos prometendo paralisação nacional quando o debate começar

A maior central sindical da Argentina, a CGT, anunciou uma greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, que agora será analisada pela Câmara dos Deputados.

A decisão da CGT determina que A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro, e que a greve será apenas interrupção das atividades, sem atos nas ruas.

Os próximos capítulos vão definir se o texto sofrerá mudanças no plenário, depois de ter sido aprovada no Senado por 42 votos a 30, conforme informação divulgada pelo g1.

O que prevê o texto aprovado no Senado

A proposta, apresentada pelo presidente Javier Milei, modifica regras sobre contratos, férias, jornada, demissões e negociação coletiva, e impõe limites ao direito de greve.

Especialistas ouvidos pela imprensa descrevem o pacote como uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar normas que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.

Reação dos sindicatos e o anúncio da paralisação

A CGT convocou a paralisação nacional e afirmou que a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas uma interrupção das atividades, em protesto contra o texto.

Sindicatos e partidos de oposição alegam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores e apontam para risco de aumento da tensão social, após confrontos entre manifestantes e a polícia em Buenos Aires.

Calendário e próximos passos no Congresso

O texto foi aprovado no Senado por 42 votos a 30 e segue para a Câmara dos Deputados, onde pode ser alterado. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Com a convocação da CGT, a votação ganha pressão extra, porque a paralisação começará assim que o debate na Câmara tiver início, conforme informado pelas centrais sindicais.

Impactos e cenário político

Analistas apontam que a aprovação da reforma pode atrair investimentos, segundo o governo, mas a resistência sindical aumenta a incerteza política e social no curto prazo.

O desenrolar das negociações na Câmara e a resposta das centrais sindicais serão determinantes para a estabilidade do processo, enquanto a sociedade acompanha o confronto entre medidas de ajuste e defesa de direitos trabalhistas.