quinta-feira, junho 4, 2026

Reforma trabalhista de Milei provoca greve geral da CGT, paralisação de 24 horas na Argentina contra mudanças em contratos, férias, jornada, demissões e direito de greve

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CGT convoca paralisação de 24 horas assim que a Câmara iniciar o debate, em protesto ao texto aprovado no Senado que flexibiliza contratos, altera férias, jornada e impõe limites ao direito de greve

A maior central sindical argentina, a Confederação Geral do Trabalho, anunciou uma greve geral de 24 horas como resposta ao projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.

A paralisação começará no momento em que a Câmara dos Deputados iniciar o debate sobre a proposta, e a central informou que não haverá atos de rua, apenas interrupção das atividades laborais.

O texto já foi aprovado no Senado, por 42 votos a 30, e segue agora para a Câmara, em um processo que elevou a tensão social e política no país, conforme informação divulgada pelo g1.

O que muda na proposta aprovada no Senado

O projeto aprovado pelo Senado, por 42 votos a 30, propõe uma série de mudanças na legislação trabalhista que vigora em grande parte desde a década de 1970.

Entre os principais pontos estão a flexibilização de contratos, alterações nas regras de férias e jornada, facilitação de demissões e limites ao exercício do direito de greve, mudanças que, segundo críticos, fragilizam direitos históricos dos trabalhadores.

Reação dos sindicatos e detalhes da greve

A convocação da greve geral pela CGT aumenta a pressão sobre o governo, porque a central tem forte influência política e capacidade de mobilização no mercado de trabalho argentino.

Segundo a própria CGT, a paralisação não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas uma suspensão das atividades, e começará assim que a Câmara iniciar o debate, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro.

Cronograma político e próximos passos

O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, e a expectativa do governo é que a proposta seja votada em plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando o presidente abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Durante a tramitação ocorreu forte tensão, com confrontos entre manifestantes contrários à reforma e a polícia, e a iniciativa sindical coloca pressão adicional sobre deputados que ainda podem alterar o texto na Câmara.

Analistas consultados afirmam que a reforma faz parte de um pacote mais amplo destinado a estabilizar a macroeconomia e atrair investimentos, mas sindicatos e partidos de oposição alertam para o risco de perda de direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas.

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