Roubo multimilionário na Alemanha, quadrilha abre 3.250 cofres do Sparkasse e pode ter levado até 100 milhões de euros, vítimas em choque

Investigação aponta porta corrompida em estacionamento, furo de 40 cm na parede da caixa-forte, alarmes acionados e ausência de prisões até agora, fontes oficiais

Nos últimos dias de dezembro, uma ação criminosa organizada deixou milhares de clientes do banco em choque e sem respostas imediatas.

Ao menos 3.250 cofres foram violados, itens pessoais foram espalhados pelo chão e relatos apontam perdas que podem chegar a dezenas de milhões de euros.

As primeiras informações sobre o caso foram divulgadas publicamente e divulgadas ao público, conforme informação divulgada pelo g1.

Como os criminosos entraram e chegaram à caixa-forte

As autoridades acreditam que o grupo teve acesso ao prédio por um estacionamento adjacente, no bairro de Buer, na cidade de Gelsenkirchen, no oeste da Alemanha.

Segundo as investigações, a quadrilha teria corrompido uma porta de saída entre o estacionamento e o banco, permitindo o que foi descrito como “acesso irrestrito do estacionamento ao prédio do Sparkasse”.

Daí os ladrões teriam burlado sistemas de segurança internos e alcançado uma sala de arquivos ao lado do cofre no subsolo, onde montaram uma furadeira industrial e fizeram um furo de 40 cm na parede que dava acesso à caixa-forte.

O cronograma do assalto e sinais ignorados

As autoridades estimam que o roubo ocorreu entre o sábado, 27 de dezembro, e a segunda-feira, 29 de dezembro de 2025.

Segundo declaração das autoridades, “os sistemas de informática do banco mostram que o primeiro cofre foi arrombado às 10h45 do dia 27 de dezembro e o último, às 14h44”.

Pouco antes, na manhã do sábado, um alarme de incêndio da agência havia sido recebido por bombeiros e por uma empresa de segurança, e os agentes chegaram ao local por volta das 6h15, sem encontrar sinais aparentes de fogo ou danos.

O alarme, segundo autoridades, veio da caixa-forte, mas os bombeiros não conseguiram entrar porque ela estava trancada com uma porta de aço de enrolar, e então o evento foi concluído como um alarme falso naquela ocasião.

Escala do prejuízo e relatos das vítimas

Ao entrar pela segunda vez, na madrugada de 29 de dezembro, as equipes encontraram o que foi descrito por autoridades como “um lixão”, com mais de 500 mil itens espalhados pelo chão, conteúdo dos cofres que não foi levado pelos ladrões.

Muitos desses itens foram danificados, autoridades disseram que água e produtos químicos foram jogados pelos criminosos, dificultando a identificação dos objetos e causando perdas irrecuperáveis para clientes.

Clientes reuniram-se do lado de fora da agência, cerca de 200 pessoas, exigindo acesso aos pertences, enquanto processos contra o banco começaram a ser protocolados por clientes que acusam “segurança negligente”.

Pistas, imagens e o progresso da investigação

Câmeras do estacionamento registraram homens com o rosto coberto e dois veículos, um Audi RS 6 preto e um Mercedes Citan branco, ambos com placas falsas, segundo a polícia.

Testemunhas relataram ver vários homens carregando sacolas grandes na noite de 28 de dezembro, e as buscas desde então têm focado em identificar proprietários dos itens encontrados e rastrear movimentações dos veículos.

Até o momento das informações públicas, nenhuma prisão havia sido feita, e a polícia pede que eventuais testemunhas se apresentem para colaborar com as investigações.

Reações oficiais e o debate sobre segurança

O ministro do Interior do estado, Herbert Reul, comentou detalhes operacionais da ação, e o chefe de polícia Tim Frommeyer afirmou que investigam “um dos maiores casos criminais da história do estado da Renânia do Norte-Vestfália”.

O banco informou que o conteúdo de cada cofre costuma estar segurado em 10.300 euros, e que também foi vítima do crime, alegando que suas instalações eram “protegidas de acordo com a tecnologia de ponta reconhecida”.

A imprensa local estima que o valor levado possa ter chegado a até 100 milhões de euros, cerca de R$ 618 milhões, mas as autoridades afirmam não ter um número final confirmado.

Além do prejuízo material, autoridades chamam atenção para o impacto psicológico sobre as vítimas, e para a sensação de quebra de confiança nas instituições financeiras, que vem gerando debate público e político.

As investigações seguem em andamento, as autoridades pedem informações e buscam conectar as provas físicas do local com imagens e relatos de testemunhas, enquanto clientes aguardam esclarecimentos e possíveis indenizações.