quinta-feira, junho 4, 2026

Rússia acusa ataques dos EUA e Israel contra o Irã, alerta para ‘catástrofe humanitária, econômica e possivelmente radiológica’ e pede fim imediato da campanha militar

Share

Moscou classifica ataques dos EUA e Israel contra o Irã como ‘inaceitáveis’, diz estar pronta a mediar uma solução pacífica e exige retorno imediato às negociações

Explosões foram ouvidas no centro de Teerã nesta manhã, em uma ação coordenada entre Estados Unidos e Israel, com operações por terra e mar que atingiram instalações iranianas.

O presidente Donald Trump confirmou os ataques, afirmando que o objetivo é “defender o povo americano” de “ameaças do governo iraniano” e repetindo, “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”.

Em resposta, o governo da Rússia cobrou o fim imediato da campanha militar, advertiu para riscos graves à região e se ofereceu para intermediar negociações, conforme informação divulgada pelo g1.

Reação de Moscou

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu o término imediato das hostilidades e o retorno às conversas diplomáticas, classificando como “inaceitável” o bombardeio de instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica.

Em comunicado, a pasta alertou que os ataques podem desencadear uma “catástrofe humanitária, econômica e possivelmente radiológica” na região, e acusou os Estados Unidos e Israel de “lançarem o Oriente Médio em um abismo de escalada descontrolada”.

Moscou afirmou ainda que está pronta a ajudar a intermediar uma solução pacífica, oferecendo-se como ponte entre as partes diante do aumento da tensão.

O que disseram os Estados Unidos e Israel

O presidente Donald Trump confirmou a operação neste sábado e justificou a ação como defesa contra “ameaças do governo iraniano”, declarando que, com as medidas, os EUA vão “arrasar a indústria de mísseis até o chão”.

Trump também alertou, “Podemos ter baixas.”, segundo relatos sobre avisos internos de comandantes militares. Ainda de acordo com a cobertura, “Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.”

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu a ação como um “ataque preventivo” e afirmou que se trata de uma operação para “eliminar ameaças”.

Repercussões imediatas na região

Explosões foram registradas em Teerã, e o líder supremo Ali Khamenei foi transferido para local seguro, segundo autoridades citadas pela Reuters.

Em Israel, foram acionadas sirenes de alerta aéreo em diversas áreas, houve suspensão de aulas e restrição ao deslocamento de trabalhadores, e o espaço aéreo civil foi fechado, conforme comunicados das Forças Armadas e da autoridade aeroportuária.

A Embaixada dos EUA no Catar informou ter adotado protocolo de confinamento para seu pessoal após os ataques israelenses, enquanto relatos indicam explosões também em outros países do Golfo.

Cenário militar e diplomático

Os ataques ocorrem após semanas de negociações entre os EUA e o Irã para limitar o programa nuclear iraniano, e após um encontro em Genebra na quinta-feira, quando as partes haviam concordado em um novo encontro na segunda-feira.

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio recentemente, com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, somados a navios e bases na região.

Segundo a apuração, “Ao todo, os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove.” Enquanto isso, o Irã realizou exercícios conjuntos com Rússia e China e fortaleceu suas defesas em pontos sensíveis.

Analistas advertem que a ofensiva pode intensificar a escalada entre potências e provocar impactos humanitários e econômicos na região, cenário que a Rússia tenta evitar ao se oferecer como mediadora.

Leia Mais

Fique por dentro