Segunda fábrica da GWM no Brasil no Espírito Santo, investimentos bilionários e impacto na economia local, prazos e expectativas sobre empregos
Governo do Espírito Santo assinou termo para implantação da segunda fábrica da GWM no Brasil, com previsão de atrair fornecedores, gerar empregos e ampliar a cadeia automotiva no estado
A chegada da montadora ao Espírito Santo marca um movimento importante na estratégia de atração de indústrias mais complexas e de maior valor agregado.
Autoridades estaduais afirmam que o investimento deve fortalecer fornecedores locais e impulsionar a atividade industrial na região, com efeitos em serviços e infraestrutura.
O anúncio foi formalizado em um termo de compromisso assinado nesta quarta-feira, dia 14, conforme informação divulgada pelo g1
Compromisso e valores previstos
No ano passado, a GWM informou que pretendia investir cerca de R$ 10 bilhões no Brasil ao longo de dez anos, e que, “na segunda fase do plano, entre 2027 e 2032, a previsão é de mais de R$ 6 bilhões em investimentos”.
Esses números mostram a dimensão do projeto nacional da GWM, que está sendo executado em etapas e que agora inclui a intenção de uma segunda unidade no país.
Fábrica atual, capacidade e modelos produzidos
Atualmente, a GWM possui apenas uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul. A unidade foi inaugurada em agosto de 2025, em Iracemápolis, no interior de São Paulo.
Na planta paulista, “a planta paulista emprega cerca de 600 trabalhadores. A capacidade de produção é de 50 mil veículos por ano”.
No local, “são fabricados três modelos: o SUV híbrido Haval H6, a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9”.
Expectativas sobre empregos e fala do governo
O governador Renato Casagrande ressaltou a importância do movimento, destacando que a atração de uma montadora eleva a complexidade e a sofisticação da economia local.
Em suas palavras, “Atrair uma empresa, uma indústria, uma fábrica de automóveis aqui no Espírito Santo, é um passo a mais, porque torna a nossa economia mais sofisticada, mais complexa. Atrairá outros empreendedores e outras atividades ligadas à indústria de automóveis”, destacou Casagrande.
A empresa foi procurada para informar detalhes sobre capacidade de produção e número de empregos no Espírito Santo, “No entanto, afirmou que ainda não há informações oficiais sobre esses pontos”.
O que vem a seguir
Com a assinatura do termo, as próximas etapas devem envolver estudos de viabilidade, escolha do local e negociações sobre incentivos e infraestrutura, processos que podem levar meses antes de qualquer definição final.
Enquanto a GWM não detalha números para a nova fábrica, a experiência da unidade de Iracemápolis serve como referência sobre o potencial de geração de empregos e de integração com fornecedores locais, o que mantém a expectativa do mercado e do governo estadual sobre os impactos econômicos.