quinta-feira, junho 4, 2026

Sindicatos anunciam greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, paralisação começa com o debate na Câmara e eleva tensão política e social

Share

Greve será convocada pela CGT assim que a Câmara iniciar a análise do projeto que flexibiliza contratos, altera férias e jornada e impõe limites ao direito de greve

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.

A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro.

A convocação visa pressionar deputados a rejeitarem mudanças que sindicatos dizem fragilizar direitos, enquanto o governo busca aprovar alterações que, segundo autoridades, estimulam o emprego e o investimento.

conforme informação divulgada pelo g1

O que prevê a reforma e situação no Congresso

A reforma trabalhista de Milei altera diversos pontos da legislação vigente, em muitos casos desde os anos 1970, e integra um pacote maior de mudanças estruturais. A reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12), e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto apresentado pelo governo flexibiliza contratos, modifica regras sobre férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Reação dos sindicatos e detalhes da paralisação

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas interrupção das atividades.

Para os sindicatos, a proposta representa uma fragilização de direitos históricos dos trabalhadores e pode aumentar a precarização do trabalho. A convocação da paralisação aumenta a tensão entre o governo e as centrais sindicais, que têm forte influência política no país.

Riscos e impactos sociais

A votação no Senado e os protestos em Buenos Aires já geraram confrontos e forte tensão social, com manifestantes e policiais em choque. Especialistas ouvidos apontam que a reforma é ampla e reúne dezenas de artigos, e que sua aprovação pode provocar reações contínuas nas ruas e no ambiente político.

O governo afirma que as mudanças são necessárias para estabilizar a economia e atrair investimento, enquanto os sindicatos pregam resistência para preservar direitos trabalhistas consolidados há décadas. Em um cenário de alta polarização, o desfecho na Câmara será decisivo para determinar o panorama social e econômico imediato na Argentina.

Leia Mais

Fique por dentro