Sling TSi recebe autorização da Anac para produção em Jaguaré, Espírito Santo, e empresa planeja ampliar fabricação de aviões com capacidade de 39 unidades por ano

Autorização da Anac permite comercializar o Sling TSi no Brasil, certificação foi publicada no Diário Oficial e abre caminho para novos modelos e aumento da produção

A fábrica em Jaguaré, no Espírito Santo, vai produzir e comercializar internamente o avião leve Sling TSi, modelo de quatro lugares voltado ao mercado de aviação geral e de lazer.

Segundo a empresa, a certificação foi concedida no fim de dezembro de 2025 e publicada no Diário Oficial da União na semana passada.

A expectativa da fabricante é ampliar a produção local e buscar aprovação para outros modelos, com cronograma que prevê nova certificação até meados de 2027.

conforme informação divulgada pelo g1

Como foi a certificação e o que muda

A homologação do Sling TSi passou por um processo considerado longo e rigoroso, típico da indústria aeronáutica, e atesta que a aeronave atende requisitos de qualidade e segurança para entrar no mercado.

“Embora o produto já estivesse desenvolvido e a gente já trabalhasse na linha de montagem há bastante tempo, ele precisava ser certificado. A Anac apurou que a aeronave cumpre todos os requisitos de qualidade de fabricação e segurança para ir ao mercado”, explicou Lucas Mota, sócio-investidor da Sling Brasil.

Produção em Jaguaré e parceria internacional

A fabricação do Sling TSi será feita integralmente em Jaguaré, pela Sling Brasil, que é uma parceria com a empresa sul-africana Sling Aircraft, detentora do projeto original.

Antes da certificação do Sling TSi, a empresa já havia obtido autorização para produzir o modelo Sling 2, de dois lugares, e vinha realizando voos de teste e demonstrações locais.

Mercado, capacidade e planos de expansão

As aeronaves são voltadas ao mercado de aviação leve, que inclui pilotos privados e profissionais que usam aviões para atividades específicas ou lazer, com uma comunidade ativa em aeroclubes da região.

A capacidade produtiva atual da empresa é de até 39 aeronaves por ano, segundo informações divulgadas pela companhia.

Além disso, a Sling Brasil já tem em análise pela Anac um novo avião, maior, também com quatro lugares, cuja certificação a empresa prevê concluir até junho de 2027.

Impacto regional e desafio fora do eixo tradicional

Para a empresa, a autorização representa um marco para o Espírito Santo, que não integra o principal eixo da indústria aeronáutica brasileira, concentrado no interior de São Paulo.

Os sócios destacam que o estado reúne mão de obra qualificada e estrutura para receber projetos de alta tecnologia, e que a certificação pode atrair novos investimentos para atividades de alta complexidade na região.