Saída formal de Stephen Miran do cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos ocorre após licença não remunerada por indicação ao Fed, ele diz que cumprirá promessa ao Senado
Stephen Miran anunciou nesta terça-feira a renúncia ao cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, cargo do qual estava em licença não remunerada desde a indicação para a diretoria do Federal Reserve.
A decisão formaliza uma promessa feita ao Senado sobre sua permanência no conselho após o fim do mandato da vaga que ocupava no banco central.
Detalhes sobre o movimento e as consequências para sua atuação no Fed foram divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo G1.
Motivo e carta de renúncia
Em carta de renúncia assinada nesta terça-feira, Miran escreveu, “Prometi ao Senado que, caso permanecesse no Conselho após janeiro, deixaria formalmente o Conselho de Assessores Econômicos”, afirmando que considera importante cumprir sua palavra enquanto continua a exercer a função no Federal Reserve para a qual foi nomeado.
A citação acima foi divulgada pelo governo por meio de declaração de um porta-voz, segundo a reportagem.
Situação no Federal Reserve e origem da vaga
Stephen Miran foi indicado pelo presidente Donald Trump no ano passado para preencher uma vaga na diretoria do Fed, substituindo Adriana Kugler, que renunciou repentinamente ao cargo no banco central americano.
O mandato da vaga ocupada por Miran no Conselho do Fed estava previsto para terminar em 31 de janeiro, e essa data motivou a promessa mencionada na carta de renúncia.
O que muda e próximos passos
Embora o mandato da vaga ocupada por Miran no Conselho do Fed tenha expirado em janeiro, ele pode permanecer em sua função no banco central até que um sucessor seja confirmado pelo Senado, o que mantém sua atuação no Fed por tempo indeterminado até a nomeação e aprovação do substituto.
Analistas e observadores acompanham a situação, porque a permanência de Miran no Fed durante o processo de confirmação pode influenciar decisões internas e a continuidade de políticas, enquanto a Casa Branca busca um novo nome para o conselho.
Reportagem em atualização, conforme informação divulgada pelo G1.