Superávit fiscal Argentina 2025, 0,2% do PIB: como as reformas de Milei e a política de ‘déficit zero’ levaram a dois anos seguidos de resultado positivo
Superávit fiscal Argentina 2025 com primário de 1,4% do PIB, forte ajuste de gastos, redução de subsídios e congelamento de orçamentos em áreas-chave, segundo o g1
O governo argentino anunciou que o país fechou 2025 com superávit nas contas públicas pelo segundo ano seguido, após uma onda de reformas e cortes de despesas.
Em 2025, o superávit primário alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto, e o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB, conforme informou o ministério da Economia.
As medidas que sustentaram o resultado envolveram a política de ‘déficit zero’, redução de subsídios e congelamento de orçamentos em educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas, conforme informação divulgada pelo g1.
Como foi o ajuste nas contas públicas
O governo atribuiu o resultado à política de ‘déficit zero’ e a um corte forte nos gastos. Foram reduzidos subsídios e congelados orçamentos em áreas sensíveis, uma estratégia que, segundo autoridades, prioriza a estabilidade fiscal frente à inflação.
Segundo o anúncio oficial, o ministro da Economia, Luis Caputo, publicou os números em sua conta no X, informando que o superávit primário foi de 1,4% do PIB e o fiscal de 0,2% do PIB em 2025.
Comparação com 2024 e marco histórico
O resultado representa um leve recuo em relação a 2024, quando o superávit primário foi de 1,8% e o superávit fiscal alcançou 0,3%. A Argentina não registrava dois anos consecutivos de resultado positivo nas contas públicas desde 2008.
Impactos sociais e números de pobreza
Apesar da melhora fiscal, houve forte impacto social, com aumento da pobreza no primeiro semestre de 2024, para 52,9% da população. No primeiro semestre de 2025, esse percentual caiu para 31%, segundo os dados divulgados, e os números do segundo semestre ainda serão publicados.
O que dizem o presidente e o ministro
O presidente Javier Milei comemorou o resultado e afirmou, em sua conta no X, “A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado”.
O ministro Luis Caputo prometeu continuidade nas medidas e afirmou que “A ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos”.
Analistas destacam que o superávit fiscal Argentina 2025 reflete escolhas políticas claras, com benefícios para a credibilidade fiscal, e riscos conhecidos, como pressão sobre serviços públicos e reação social caso a recuperação econômica não seja rápida.