Superávit fiscal Argentina 2025 consolida política de déficit zero, com superávit primário de 1,4% do PIB e fiscal de 0,2% do PIB, segundo o governo
A Argentina fechou 2025 com resultado positivo nas contas públicas pelo segundo ano seguido, após uma série de reformas econômicas promovidas pelo governo de Javier Milei.
O ajuste fiscal incluiu cortes em subsídios e congelamento de orçamentos em áreas sensíveis, medidas que o governo aponta como responsáveis pelo equilíbrio das contas.
Esses dados e as declarações oficiais foram divulgados pelo governo e relatados na imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.
Resultados oficiais e números
Em 2025, o superávit primário alcançou 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit fiscal ficou em 0,2% do PIB, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, em publicação no X.
A divulgação destaca que o país não registrava dois anos consecutivos de resultado positivo em suas contas públicas desde 2008, um marco usado pelo governo para validar a política de ajuste.
Medidas que sustentaram o superávit
O governo atribui o resultado à política de “déficit zero” e a um forte corte de gastos, que incluiu a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em áreas como educação, saúde, pesquisa científica e obras públicas.
Autoridades afirmam que a disciplina fiscal permitiu recuperar espaço nas contas, e que parte do esforço veio de ajustes administrativos e revisão de programas de subsídio.
Reações e promessas oficiais
O presidente Javier Milei comemorou o balanço fiscal com a declaração, “A âncora fiscal (déficit zero) é e será uma política de Estado”, destacando o caráter permanente da medida.
O ministro Luis Caputo também publicou, “A ordem nas contas públicas e o crescimento econômico permitirão continuar devolvendo recursos ao setor privado na forma de redução de impostos”, sinalizando que cortes fiscais podem vir no futuro.
Impacto social e incertezas
Apesar da melhora fiscal, a Argentina observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%. Os dados do segundo semestre ainda serão divulgados.
Analistas apontam que, embora o superávit mostre melhoria nas contas públicas, a combinação entre ajuste e queda de programas sociais pode manter desafios sociais e políticos pela frente.
O governo destaca que a estabilidade fiscal é o caminho para reduzir impostos e atrair investimento, mas especialistas e organismos sociais acompanham de perto os efeitos sobre serviços públicos e renda das famílias.