Tarifaço: Alckmin diz que Brasil foi o país mais beneficiado com nova tarifa global de 15% de Trump, redução de sobretaxas favorece exportações brasileiras
Alckmin declarou que o ajuste do Tarifaço dos EUA, com tarifa global de 15% e ampla lista de isenções, colocou o Brasil entre os maiores beneficiados, ao aliviar sobretaxas
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.
A declaração foi feita em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fiesp, em São Paulo, um dia antes de a nova tarifa global de 15% entrar em vigor, nesta terça-feira, 24.
Segundo Alckmin, a redução de sobretaxas que chegaram a 50% para alguns produtos favorece diretamente as exportações brasileiras, conforme informação divulgada pelo g1.
O que disse Alckmin sobre o Tarifaço
Durante o evento na Fiesp, Alckmin afirmou, textualmente, “Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão”, afirmou Alckmin.
A declaração sublinha a leitura do governo de que a mudança reduz barreiras aplicadas a produtos brasileiros, em especial setores que enfrentavam sobretaxas elevadas.
Como funciona a nova tarifa de 15%
A medida anunciada pelo governo dos EUA fixa uma tarifa global de 15% sobre importações, e passa a vigorar com uma ampla lista de itens isentos, o que altera o desenho do chamado Tarifaço.
A adoção da tarifa de 15% ocorreu depois que a Suprema Corte norte-americana derrubou parte do tarifaço que havia sido aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, IEEPA, segundo reportagens sobre o tema.
Impactos para exportadores e produtos brasileiros
O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA, apesar de contar com uma lista de isenções, por isso a redução dessas alíquotas beneficia diretamente os produtos brasileiros, conforme análise do governo.
Exportadores podem ver melhora na competitividade de preços, mas o efeito real depende da lista final de isenções e de como importadores e cadeias logísticas irão se ajustar às novas regras.
Próximos passos e incertezas
Embora o governo brasileiro considere a medida vantajosa, analistas alertam que mudanças nas regras comerciais ainda podem ser ajustadas e que o impacto setorial será desigual, dependendo de como as isenções forem aplicadas na prática.
Autoridades e empresas monitorarão as primeiras semanas de aplicação da tarifa para avaliar efeitos sobre vendas, preços e cadeias de suprimento, enquanto o governo busca aproveitar a janela para ampliar exportações.