quinta-feira, junho 4, 2026

Tarifaço de Trump, nova tarifa global de 15%: Alckmin diz que Brasil foi o país mais beneficiado do mundo e prevê retomada do comércio exterior

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Com lista ampliada de isenções, que inclui petróleo, carne bovina, suco de laranja, café e semicondutores, Alckmin afirma que o Brasil foi grande beneficiado do tarifaço

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou que o país foi o maior beneficiado com as novas medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos.

As mudanças criam uma tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA e ampliam a lista de itens isentos, e a medida passa a valer nesta terça-feira (24).

As informações foram divulgadas pelo g1, e têm repercussão direta para exportadores brasileiros, segundo as declarações oficiais.

O que disse Alckmin sobre o impacto

Em evento na Fiesp, em São Paulo, Alckmin afirmou, de forma categórica, “Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão”, citando a redução em relação a sobretaxas anteriores.

Segundo o vice-presidente, a medida abre caminho para que o Brasil retome importância no comércio exterior com os EUA, com benefícios especialmente para o setor industrial.

O que muda na prática com o tarifaço

A nova tarifa reduz alíquotas que, em alguns casos, chegavam a sobretaxas de 50% aplicadas pelos EUA, e amplia a lista de isenções. Conforme documento divulgado pela Casa Branca, itens como petróleo, carne bovina, suco de laranja e café ficaram com imposto zerado.

Também foram incluídos produtos tecnológicos na lista de isenções, citando semicondutores e eletrônicos, o que pode favorecer setores exportadores brasileiros ligados ao agronegócio e a cadeias industriais.

Contexto jurídico e econômico

A mudança anunciada pelo governo dos EUA ocorreu após decisão da Suprema Corte, que derrubou parte do tarifaço aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, a IEEPA, e levou a administração americana a adotar a alíquota fixa de 15% com ampla lista de exceções.

Para o Brasil, a redução geral das tarifas, somada às isenções a produtos-chave, é vista pelo governo como uma oportunidade para recuperar espaço nas exportações e reduzir custos logísticos e comerciais.

Impacto para exportadores e próximos passos

Representantes do setor privado aguardam sinais sobre regras detalhadas e prazos de adaptação, mas já destacam que a medida pode diminuir barreiras para produtos agroindustriais e industriais brasileiros.

O governo federal acompanha a implementação das novas regras nos EUA para identificar oportunidades de ampliação das vendas ao mercado norte-americano e eventuais ajustes nas políticas de apoio às exportações.

As declarações e dados citados acima foram divulgados pelo g1.

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