quinta-feira, junho 4, 2026

Tempestade de inverno nos EUA: megatempestade de neve e gelo ameaça 160 milhões, frio extremo a -38°C, mais de 10 mil voos cancelados e estados em emergência

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Tempestade de inverno nos EUA avança da Califórnia ao centro do país, sensação térmica de até -40°C, risco de ‘acúmulo catastrófico de gelo’, autoridades em alerta

Uma grande tempestade de inverno deve atingir vastas áreas dos Estados Unidos nos próximos dias, trazendo neve intensa, chuva gelada e ventos árticos que já derrubaram termômetros a níveis recordes em algumas regiões.

O fenômeno está se deslocando da costa da Califórnia pelo interior do país, passando pelas Montanhas Rochosas, Grandes Planícies e pelo Meio-Oeste, e deve afetar áreas onde vivem cerca de 160 milhões de pessoas.

As previsões apontam para condições potencialmente catastróficas, com risco de apagões, danos às árvores e trechos de rodovias intransitáveis, conforme informação divulgada pelo g1.

Temperaturas extremas e alertas imediatos

No Meio-Oeste, a sensação térmica chegou a -40°C, e a temperatura de -38°C registrada em Rhinelander, Wisconsin, foi a mais baixa em quase 30 anos, segundo relatório da AP.

As autoridades explicam que, com esse frio, o congelamento da pele podia ocorrer em até 10 minutos em exposição ao ar, o que aumenta o risco de hipotermia e lesões por frio.

O Serviço Nacional de Meteorologia, NWS, alertou para um possível “acúmulo catastrófico de gelo”, capaz de provocar “apagões prolongados, danos extensos às árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis“, conforme comunicado do órgão.

Impactos no transporte e na infraestrutura

O forte sistema já provocou cancelamentos em massa, com mais de 10 mil voos do fim de semana suspensos, afetando conexões domésticas e internacionais.

Equipes de degelo e manutenção trabalham em aeroportos e rodovias, e estados declararam situação de emergência para acelerar respostas e proteger a população.

No Texas, onde uma tempestade semelhante em fevereiro de 2021 causou mais de 200 mortes e falhas generalizadas na rede elétrica, os governantes asseguraram que a infraestrutura está mais preparada, e o governador Greg Abbott afirmou que “não há nenhuma expectativa de que ocorra um corte de energia na rede elétrica”.

Medidas locais e apoio às populações vulneráveis

Autoridades municipais abriram abrigos para moradores e animais de estimação, e equipes buscam pessoas em situação de rua, especialmente em cidades como Houston, onde foram instalados 12 abrigos.

O prefeito de Houston, John Withmire, alertou para “uma tempestade muito severa que poucos moradores em Houston já vivenciaram”, e disse esperar “provavelmente 48 horas de temperaturas congelantes”.

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul informou que milhares de trabalhadores de serviços públicos, máquinas de remoção de neve e equipes de emergência foram mobilizados para manter estradas abertas e restabelecer energia.

Origem do fenômeno e ligação com o clima

Pesquisadores apontam que o deslocamento do vórtice polar, normalmente confinado ao Polo Norte, para latitudes mais baixas pode estar associado ao aquecimento mais rápido do Ártico.

Especialistas observam que o número dessas tempestades aumentou nas últimas duas décadas, embora advirtam que não se deve tirar conclusões simplistas ao relacionar cada evento isolado diretamente à mudança climática de origem humana.

O meteorologista Ryan Maue disse que “os próximos dez dias de inverno serão os piores em 40 anos nos Estados Unidos”, e pediu que a população se prepare para temperaturas inferiores a -18°C, em alerta reproduzido por analistas do setor.

O que fazer agora, recomendações práticas

Autoridades recomendam evitar viagens não essenciais, estocar mantimentos e água, manter aquecedores e geradores em locais ventilados, e checar vizinhos e pessoas vulneráveis.

Em locais com abrigos, as prefeituras garantem que “todos são bem-vindos” e que o status migratório não será questionado, segundo declaração do prefeito de Houston sobre os serviços de acolhimento.

Centros de emergência e serviços públicos permanecem em prontidão, e a expectativa é de que as condições piorem antes de melhorar, com impactos significativos no transporte, na energia e na vida diária em ampla faixa do território americano.

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