quinta-feira, junho 4, 2026

Tesla deixa de ser maior fabricante de veículos elétricos do mundo, BYD assume liderança com 2,26 milhões de veículos vendidos em 2025 e muda o jogo

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Como a queda nas entregas da Tesla e as 2,26 milhões de unidades da BYD redesenham a disputa pelos veículos elétricos, e o que esperar para 2026

A Tesla registrou recuo nas entregas em 2025, e a chinesa BYD assumiu a liderança global nas vendas de veículos elétricos, numa mudança que aponta para novos desafios concorrenciais e estratégicos.

No último trimestre do ano, os números da Tesla ficaram abaixo do que analistas esperavam, enquanto a companhia segue apostando em inteligência artificial, robotáxis e robôs humanoides como motores do seu futuro.

Esses dados alteram a percepção sobre a força da Tesla no mercado, e reforçam a ascensão internacional da BYD, numa transição que repercute em preço de ações, políticas de incentivo e ofertas mais baratas de modelos elétricos.

conforme informação divulgada pelo g1

Resultados oficiais e comparação de vendas

Segundo a reportagem do g1, a Tesla “entregou 1,64 milhão de veículos em 2025, uma queda de 9% em relação ao ano anterior.” Em paralelo, a BYD, “vendeu 2,26 milhões de veículos no ano passado.” Esses números colocam a BYD à frente nas vendas totais de veículos elétricos.

No balanço trimestral a Tesla apresentou queda adicional no final do ano, pois “No quarto trimestre, as vendas da Tesla somaram 418.227 unidades, abaixo das 440 mil projetadas por analistas ouvidos pela FactSet.” O resultado foi prejudicado pelo “fim do crédito tributário de US$ 7.500, encerrado pelo governo Trump no fim de setembro.”

Reação do mercado e fatores não operacionais

Apesar dos números operacionais fracos, as ações da empresa reagiram com relativa estabilidade, sendo citada cotação de “a US$ 450,27” no início do pregão do dia da reportagem, e a ação “encerrou 2025 com alta de cerca de 11%.” Isso mostra que investidores continuam apostando na visão de longo prazo de Elon Musk.

Entre os motivos para esse otimismo estão os planos de Musk de posicionar a Tesla como líder em **inteligência artificial**, robotáxis sem motorista e robôs humanoides para uso doméstico e industrial, além dos negócios de armazenamento de energia.

Produtos, preços e competição com modelos chineses

Para tentar recuperar participação, a Tesla lançou versões mais baratas de seus modelos, e o trimestre marcou “o início das vendas das versões mais baratas do Model Y e do Model 3.” O texto traz os preços indicativos, que ajudam a entender a estratégia: o “novo Model Y custa pouco menos de US$ 40 mil, enquanto o Model 3 mais acessível sai por menos de US$ 37 mil.”

Esses preços têm como objetivo enfrentar a concorrência de fabricantes chineses na Europa e na Ásia, e aumentar a atratividade da Tesla em mercados sensíveis ao preço.

Perspectiva para lucros, governança e próximos passos

Analistas aguardam que o desempenho negativo comece a se reverter em 2026, embora as expectativas para o fechamento do quarto trimestre apontem para pressão, já que, “analistas esperam queda de 3% nas vendas e recuo de quase 40% no lucro por ação, segundo a FactSet.”

No plano de governança, diretores da Tesla também aprovaram para Musk um bônus potencialmente elevado na assembleia de novembro, e houve um desenvolvimento legal importante, pois a Suprema Corte de Delaware reverteu decisão que havia privado Musk de um “pacote de remuneração de US$ 55 bilhões concedido pela Tesla em 2018.”

O cenário atual combina queda nas entregas, competição mais acirrada, medidas de preço e a aposta dos investidores nas iniciativas de IA e robótica da Tesla, enquanto a BYD consolida vantagem em volume, mudando o equilíbrio entre as maiores montadoras de veículos elétricos do mundo.

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