quinta-feira, junho 4, 2026

Trump ameaça Canadá com ‘tarifas de 100%’ se Ottawa fechar acordo comercial com a China, aviso vem após parceria estratégica e visita a Pequim

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Ameaça de tarifas de 100% proferida por Trump sobre importações canadenses pode agravar relações comerciais entre EUA, Canadá e China, após anúncio de parceria estratégica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá impor tarifas elevadas sobre produtos canadenses caso Ottawa feche um acordo comercial com a China.

A declaração foi publicada em sua plataforma Truth Social, em reação ao anúncio de uma nova parceria estratégica entre China e Canadá, ocorrido após visita de Mark Carney a Pequim.

O caso aumenta a tensão entre Washington e Ottawa e pode influenciar negociações comerciais regionais, conforme informação divulgada pela France Presse.

O que Trump disse, na íntegra

Trump escreveu na Truth Social que, se Carney, ‘pensa que vai transformar o Canadá em um ‘porto de descarga’ para a China enviar mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está muito enganado’.

Em outro trecho, ele foi categórico sobre as consequências, ‘Se o Canadá fechar um acordo com a China, estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadenses que entrarem nos Estados Unidos’.

Possíveis impactos comerciais e diplomáticos

A ameaça de tarifas de 100% pode ter impacto direto no comércio entre Canadá e EUA, encarecendo exportações canadenses e alterando cadeias de suprimento. Empresas que usam o Canadá como rota de escoamento para os EUA podem rever contratos e logística.

A declaração também tende a acirrar o debate político, com Ottawa pressionado a pesar os ganhos da parceria com Pequim frente ao risco de retaliação americana, e como resultado, Trump ameaça Canadá surge como tema central nas relações trilaterais.

Contexto e próximos passos

O anúncio da parceria China-Canadá, e a visita de Mark Carney a Pequim, serviram de gatilho para a reação americana. Não há, até o momento, detalhes públicos sobre termos do eventual acordo entre Ottawa e Pequim.

Analistas consultados por agências indicam que a situação deve ser monitorada nas próximas semanas, com possíveis repercussões em fóruns comerciais e em decisões empresariais sobre investimento e rotas de exportação.

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