quinta-feira, junho 4, 2026

Trump ameaça taxar países que se opuserem à compra da Groenlândia, afirma que ilha é ‘vital’ para o Domo de Ouro e gera reação de aliados europeus

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Presidente dos EUA diz que pode impor tarifa a países contrários à aquisição da Groenlândia, por motivos de segurança nacional e para proteger o novo escudo antimísseis

O presidente americano afirmou que poderá aplicar uma tarifa a nações que não apoiarem o plano dos EUA de adquirir a Groenlândia, sem detalhar valores ou mecanismo de cobrança.

Trump tem defendido a necessidade da ilha para a segurança norte‑americana, afirmando que a região é vital para o que chamou de Domo de Ouro, um escudo antimísseis que deseja implementar.

Nos últimos dias, aliados europeus enviaram tropas à Groenlândia a pedido da Dinamarca, em resposta às declarações do presidente, e a Casa Branca manteve que a movimentação não altera a posição norte‑americana.

conforme informação divulgada pelo g1

O que disse Trump

Em evento na Casa Branca, Trump declarou, textualmente, “Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional“. Em publicações na rede Truth Social, ele repetiu que “Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo“.

O presidente também afirmou que prefere negociar a aquisição, mas avisou que obterá a ilha “de um jeito ou de outro”, e ironizou as defesas locais, dizendo que a proteção da ilha seria, nas suas palavras, “basicamente dois trenós puxados por cachorros”.

Reação internacional e envio de tropas

Em resposta às declarações sobre a compra da Groenlândia, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia encaminharam tropas à região na última quinta‑feira.

O governo alemão informou que a missão foi solicitada pela Dinamarca, que detém atualmente a custódia do território, para avaliar contribuições militares e reforçar a segurança no Ártico.

A porta‑voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o envio de tropas europeias “não muda a posição de Trump“, e declarou, “Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia”.

Implicações para política e segurança

A Groenlândia é vista estrategicamente por situar‑se entre os EUA e a Rússia, e por décadas despertou interesse militar, especialmente no contexto do Ártico e do controle de rotas e instalações de vigilância.

Os Estados Unidos já mantiveram presença militar na ilha, que foi reduzida ao longo do tempo; agora, a possibilidade de tarifas e tentativas de aquisição reacende debates sobre soberania, alianças e influência de potências como Rússia e China na região.

Especialistas e governos europeus acompanham a escalada retórica, enquanto o governo dos EUA não detalhou como funcionaria a imposição de tarifas nem apresentou plano formal para uma compra, segundo relatos da imprensa internacional, incluindo a agência Reuters.

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