Trump ameaça taxar países que se opuserem ao plano dos EUA de comprar Groenlândia, e diz que ilha é vital para o ‘Domo de Ouro’ contra Rússia e China
Em tom de ultimato, Trump afirma que pode aplicar uma tarifa a países que não apoiarem a compra da Groenlândia pelos EUA, citando sua importância estratégica e o projeto do Domo de Ouro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar aplicar uma tarifa a países que não apoiarem o plano dos EUA de adquirir a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.
Trump não detalhou o valor da tarifa nem o mecanismo de cobrança, mas justificou a medida com argumentos de segurança e competição com potências globais.
As declarações, e a resposta de governos europeus que enviaram tropas para a região, foram amplamente noticiadas, conforme informação divulgada pelo g1
O que Trump disse sobre tarifa e segurança
Durante evento na Casa Branca, Trump afirmou, “Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, sem esclarecer como a taxa seria aplicada.
Em publicação no Truth Social, ele também escreveu, “Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”
O presidente reforçou postura de que os EUA obterão a ilha “de um jeito ou de outro”, e chegou a minimizar as defesas locais, dizendo que a proteção da Groenlândia é “basicamente dois trenós puxados por cachorros”.
Reações internacionais e movimentação militar
Em resposta às ameaças, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas para a Groenlândia em 15 de setembro, segundo autoridades europeias, a pedido da Dinamarca, que detém a custódia do território.
A porta-voz do governo americano, Karoline Leavitt, afirmou que o envio de tropas europeias “não muda a posição de Trump” sobre a intenção de adquirir a ilha, mantendo a pressão diplomática enquanto cresce a vigilância militar no Ártico.
Contexto estratégico e próximos passos
A Groenlândia é considerada estratégica devido à sua localização entre EUA e Rússia, e ao interesse no Ártico por rotas, recursos e instalações militares. Os EUA já mantiveram uma base na ilha, mas reduziram a presença ao longo dos anos.
Analistas apontam que a retórica sobre tarifas e aquisição tende a tensionar relações com aliados europeus e a complicar negociações diplomáticas. A proposta de Trump coloca em destaque o debate sobre soberania, segurança e influência da Rússia e da China na região.
Enquanto isso, não há detalhes oficiais sobre prazos ou etapas formais para qualquer tentativa de compra, e os governos europeus seguem monitorando a presença militar no Ártico.