quinta-feira, junho 4, 2026

Trump Aposta em Repressão Migratória para 2026: Mais Batidas e Deportações em Massa com R$ 850 Bilhões de Investimento

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Governo Trump prepara intensificação da repressão à imigração em 2026, com planos ambiciosos de aumentar batidas em locais de trabalho e expandir deportações, apoiado por um investimento bilionário.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinaliza uma nova fase em sua política de imigração para 2026, com a intenção de intensificar as ações de repressão. O plano prevê um aumento significativo nas batidas policiais em locais de trabalho e uma ampliação nas deportações, mesmo diante de reações negativas crescentes por parte da opinião pública.

Desde o início de seu mandato, Trump já autorizou operações federais em grandes cidades americanas, que por vezes resultaram em confrontos em bairros residenciais. Contudo, a estratégia para 2026 mira diretamente setores econômicos que dependem de mão de obra imigrante sem status legal, como fazendas e fábricas.

Essa nova abordagem, que visa mudar o cenário atual, conta com um aporte financeiro substancial. O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e a Patrulha da Fronteira receberão cerca de US$ 170 bilhões em recursos adicionais até setembro de 2029, um salto expressivo em relação aos orçamentos anuais atuais, estimados em aproximadamente US$ 19 bilhões. Conforme informação divulgada pelo g1, este aumento foi aprovado em julho pelo Congresso, controlado pelos republicanos.

Investimento Bilionário para Ampliar Fronteiras e Deportações

Os recursos adicionais aprovados pelo Congresso permitirão a contratação de milhares de novos agentes de imigração. Além disso, o plano inclui a abertura de novos centros de detenção e o aumento da parceria com cadeias locais para abrigar detidos. A intenção é também expandir o uso de parcerias com empresas privadas para a localização de imigrantes sem status legal, intensificando o alcance das operações.

Essa ampliação das deportações ocorre em um momento de sinais de desgaste político em relação à política migratória. Em Miami, cidade com grande população imigrante, a recente eleição de uma prefeita democrata foi atribuída, em parte, à rejeição às ações do governo federal.

Pesquisas de opinião e resultados de eleições locais indicam uma crescente preocupação dos eleitores com as táticas adotadas. Um estrategista republicano moderado, Mike Madrid, comentou que as pessoas passaram a ver a política migratória como uma violação de direitos e uma militarização inconstitucional de bairros, representando um problema para o presidente e para o partido.

Queda na Aprovação e Táticas Questionadas

A aprovação de Trump em relação à sua política de imigração sofreu uma queda significativa, passando de 50% em março para 41% em meados de dezembro. O tema, que se tornou uma das principais bandeiras de seu governo, agora enfrenta maior escrutínio público.

Parte da inquietação pública se concentra no uso de agentes federais mascarados e em táticas consideradas excessivas. O emprego de gás lacrimogêneo em áreas residenciais e a detenção de cidadãos americanos geraram protestos e ações judiciais, alegando discriminação racial e uso excessivo da força.

Meta de Deportação e Impacto nos Empregadores

O presidente Trump prometeu remover até 1 milhão de imigrantes por ano, uma meta ambiciosa. Desde o início de seu mandato, cerca de 622 mil pessoas já foram deportadas. Tom Homan, o “czar da fronteira” da Casa Branca, afirmou à Reuters que o governo cumpriu a promessa de realizar uma operação histórica de deportação e que o número de prisões deve aumentar significativamente com a expansão da capacidade de detenção.

“Vocês verão esses números explodirem no próximo ano”, disse Homan, confirmando que os planos incluem mais ações de fiscalização em locais de trabalho. Essa medida pode impactar empresas americanas, que até agora evitaram confrontar as políticas migratórias, mas que podem ser forçadas a se posicionar caso o foco das operações se volte diretamente para os empregadores.

Imigrantes sem Antecedentes Criminais e Vistos Estudantis na Mira

Dados do próprio governo indicam que a administração Trump prendeu proporcionalmente mais pessoas sem antecedentes criminais do que governos anteriores. Cerca de 41% das pessoas detidas pelo ICE até o final de novembro não tinham histórico criminal além de supostas infrações migratórias, um índice significativamente maior do que os 6% registrados antes da posse de Trump.

O governo também tem mirado imigrantes em situação legal, com detenções durante entrevistas para obtenção de green card, cancelamentos de cerimônias de naturalização e revogação de vistos estudantis. A ampliação das fiscalizações em locais de trabalho pode resultar em um aumento expressivo de prisões, com impactos econômicos relevantes, como o aumento dos custos de mão de obra, o que pode dificultar o combate à inflação, um tema crucial para as próximas eleições.

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