quinta-feira, junho 4, 2026

Trump Autoriza Venda de Chips de IA da Nvidia para a China, Sinalizando Mudança Radical na Política dos EUA

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Trump anuncia acordo para exportação de semicondutores avançados de IA da Nvidia à China, revertendo política de Biden.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou um acordo com o presidente chinês, Xi Jinping, que permitirá à gigante americana Nvidia exportar seus semicondutores de inteligência artificial (IA) para a China. A notícia representa uma guinada significativa na política externa americana, que sob a administração anterior de Joe Biden, impôs restrições rigorosas a essas exportações por preocupações com a segurança nacional.

A decisão, comunicada por Trump em sua rede social Truth Social, autoriza o envio das unidades de processamento gráfico (GPUs) H200 da Nvidia para “clientes aprovados na China e em outros países”, sob condições que, segundo ele, “garantirão uma segurança nacional sólida”. Trump afirmou que Xi Jinping respondeu positivamente ao acordo, que incluiria um pagamento de 25% para os Estados Unidos, embora os detalhes desse mecanismo ainda não tenham sido esclarecidos.

Essa nova diretriz contrasta fortemente com a política de Biden, que exigia que fabricantes de chips criassem versões adaptadas e menos potentes de seus produtos para o mercado chinês, a fim de atender aos controles de exportação. Trump criticou essa abordagem, argumentando que ela forçou grandes empresas americanas a gastar “bilhões de dólares” em produtos inferiores, prejudicando a inovação e os trabalhadores do país. Conforme informação divulgada pelo G1, a medida visa apoiar o emprego, fortalecer a indústria manufatureira e beneficiar os contribuintes americanos.

Democratas criticam a decisão e alertam para riscos à segurança nacional

A medida anunciada por Trump gerou forte reação de congressistas democratas, que classificaram a decisão como um “grande erro”. Segundo eles, a liberação desses chips avançados pode fortalecer tanto a economia quanto as Forças Armadas chinesas, permitindo o desenvolvimento de armamentos mais letais e a realização de ciberataques mais eficazes contra infraestruturas críticas americanas.

Alex Stapp, do Institute for Progress, destacou que as unidades H200 são consideravelmente mais potentes que os chips anteriormente autorizados para exportação, representando um “grande gol contra” para os interesses de segurança dos EUA.

Nvidia celebra a decisão, mas tecnologias de ponta permanecem restritas

A Nvidia saudou a decisão do presidente Trump, com um porta-voz afirmando que a empresa aplaude a oportunidade de sua indústria de chips competir, o que, por sua vez, apoia empregos bem remunerados e a produção nos Estados Unidos. No entanto, Trump ressaltou que os chips mais avançados da Nvidia, como a série Blackwell e os futuros processadores Rubin, não fazem parte deste acordo e continuarão disponíveis apenas para clientes nos Estados Unidos.

Os chips H200, lançados no segundo trimestre de 2024, representam uma tecnologia que está cerca de 18 meses atrás das inovações mais recentes da Nvidia. O Departamento de Comércio dos EUA já está trabalhando nos detalhes para a implementação da nova política, que, segundo Trump, será aplicada de forma semelhante a outras grandes empresas americanas como AMD e Intel.

China responde com cautela, mas mantém foco em desenvolvimento próprio

Questionado sobre o acordo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, não confirmou explicitamente o arranjo, mas declarou que a China “sempre defendeu resultados de benefício mútuo por meio da cooperação com os Estados Unidos”. Especialistas chineses, como Zhang Yi, da iiMedia, sugerem que a entrada dos chips da Nvidia no mercado chinês pode, na verdade, acelerar o desenvolvimento de tecnologia de semicondutores própria no país.

Apesar da potencial elevação de custos devido à tarifa americana de 25%, a China demonstra preocupação contínua com a segurança de suas cadeias de suprimento, o que pode impulsionar ainda mais o investimento em fabricação local de chips avançados. A disputa pelo protagonismo na corrida pela inteligência artificial continua sendo um ponto central nas tensões comerciais entre Washington e Pequim.

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