Trump defende ação do ICE em Minneapolis após nova morte, publica foto de arma e acusa governador e prefeito de incitar insurreição em operação anti-imigração

Em postagem na Truth Social, Trump afirma que a ação do ICE em Minneapolis deve continuar, questiona a ausência da polícia local e responsabiliza autoridades locais pela escalada

A morte de um homem durante operação de fiscalização em Minneapolis acirrou o debate entre o governo federal e líderes locais sobre as ações do ICE na cidade.

O presidente Donald Trump foi às redes para defender a atuação dos agentes federais, publicar imagem de uma arma e criticar o governador e o prefeito por reduzir apoio local, intensificando a crise política.

O caso reúne versões conflitantes sobre o que aconteceu no momento do disparo e reacendeu críticas a operações federais de imigração, conforme informação divulgada pelo g1.

Versões divergentes sobre o episódio

O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou a foto de uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros que teria sido encontrada com o homem morto.

Segundo o DHS, a arma estava com o homem que se aproximou da patrulha de fronteira durante uma operação contra um imigrante ilegal, e os patrulheiros reagiram com “tiros defensivos”.

Em contrapartida, um vídeo feito por testemunha e analisado quadro a quadro pelo jornal The New York Times aponta que “o homem segurava um telefone quando foi derrubado no chão e baleado pelos agentes”.

Quem era a vítima e o que dizem autoridades locais

A polícia de Minneapolis informou que o homem era cidadão americano, morador da cidade, e possuía permissão para porte de arma.

O governo Trump afirmou que ele portava uma pistola e dois carregadores, conforme divulgado pelas agências federais; a imagem da arma foi publicada pelo DHS nas redes e em comunicados oficiais.

Reação de Trump e citações diretas

No post na plataforma Truth Social, Trump publicou a foto da arma e disse, em trecho citado textualmente, “Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho”.

Na mesma publicação ele questionou, entre outras frases, “Onde estava a polícia local? Por que eles não foram autorizados a proteger os oficiais do ICE? O prefeito e o governador mandaram esses policiais embora?”

Trump também escreveu, exatamente, “Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho! Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje”.

Críticas de autoridades de Minnesota e contexto recente

O governador Tim Walz criticou a ação e classificou o episódio como “mais um ataque a tiros atroz” por parte de agentes federais, lembrando que, duas semanas antes, uma mulher havia sido morta em uma operação em Minneapolis.

Walz afirmou, em postagem citada, “Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”.

O prefeito Jacob Frey pediu publicamente que Trump encerre as operações da polícia de imigração na cidade e declarou, na íntegra, “Presidente Trump: este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis em primeiro lugar, coloque os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz. Vamos encerrar esta operação”.

Nos últimos meses houve aumento significativo de prisões relacionadas à imigração nos EUA, e a operação em Minneapolis já tinha gerado confrontos, protestos e acusações sobre táticas usadas pelos agentes.

O episódio desta sexta coloca novamente a ação do ICE em Minneapolis no centro do debate nacional sobre segurança, autoridade federal e responsabilidades das forças locais, enquanto investigações e análises de imagens seguem em curso.