Na mensagem, o presidente pediu “Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho”, questionou a ausência da polícia local e citou que “Doze mil criminosos ilegais” foram removidos
Um homem morreu baleado durante uma operação de agentes federais em Minneapolis, neste sábado, e o presidente dos Estados Unidos reagiu nas redes sociais defendendo a atuação do ICE.
Na publicação, ele mostrou a foto de uma arma que, segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, foi encontrada com o homem, e pediu que os agentes possam continuar a atuar, sem interferência local.
O caso reacende tensões em Minnesota, depois de ações recentes que provocaram protestos e acusações, conforme informação divulgada pelo g1.
O que as autoridades federais disseram
O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou uma imagem de uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros que teria sido encontrada com o homem morto, e afirmou que os patrulheiros reagiram com “tiros defensivos” quando ele se aproximou da patrulha.
A agência também relatou que a arma estava com o homem no momento do confronto, e que carregadores foram apreendidos, segundo a nota oficial citada pelo g1.
Versões em conflito sobre o episódio
Um vídeo feito por uma testemunha e analisado quadro a quadro pelo jornal The New York Times contradiz a versão do departamento, indicando que o homem segurava um telefone quando foi derrubado e baleado pelos agentes.
A polícia de Minneapolis afirmou que o homem era cidadão americano, morador da cidade, e possuía permissão para porte de arma, informações que fazem parte do contraste entre relatos locais e a versão federal.
Reação de Trump e declarações locais
O presidente escreveu, entre outras frases, “Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho” e perguntou, “Onde estava a polícia local? Por que eles não foram autorizados a proteger os oficiais do ICE? O prefeito e o governador mandaram esses policiais embora?”
Trump também afirmou, “Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota. Se eles ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje”, em defesa das operações.
Tensão política e pedido por fim às operações
O governador Tim Walz classificou o episódio como “mais um ataque a tiros atroz” por parte de agentes federais e escreveu, “Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, conforme publicação citada pelo g1.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediu que o presidente encerre as operações da polícia de imigração na cidade, afirmando, “Presidente Trump: este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis em primeiro lugar, coloque os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz. Vamos encerrar esta operação”.
Nos últimos meses, prisões relacionadas à imigração aumentaram em todo o país, e a operação em Minneapolis já havia provocado a morte de uma mulher em 7 de janeiro, confrontos com manifestantes e denúncias de uso de crianças como “isca” para prender imigrantes, conforme registro citado pelo g1.