Trump defende ICE, publica foto de pistola semiautomática de 9 milímetros e pede que agentes federais sejam autorizados a atuar, autoridades locais reagiram e investigação prossegue
Três dias após nova morte em operação contra imigrantes em Minneapolis, o tema voltou ao centro do debate nacional, com o presidente defendendo a atuação dos agentes federais e autoridades locais exigindo respostas.
O episódio reacendeu críticas sobre táticas e transparência das operações de imigração, em meio a versões contraditórias sobre o que ocorreu no local, e a cidade enfrenta protestos e pedidos por investigação independente.
Nos parágrafos a seguir explicamos o que foi divulgado pelo governo, quais são as divergências apresentadas por testemunhas e veículos, e como autoridades locais reagiram ao caso, conforme informação divulgada pelo g1
O que disse o governo federal
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, agentes federais participaram de uma operação em Minneapolis que terminou com um homem morto, e a agência informou que os patrulheiros reagiram com “tiros defensivos” quando o suspeito teria se aproximado da patrulha armado.
O departamento divulgou a foto de uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros que, segundo a mesma pasta, foi encontrada com o homem. Em rede social, o presidente Donald Trump publicou a imagem e questionou a atuação das autoridades locais, pedindo que ‘Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho’, e afirmando que ‘Doze mil criminosos ilegais, muitos deles violentos, foram presos e retirados de Minnesota’.
Versão de testemunhas e jornal contrapõem relato oficial
Uma testemunha filmou parte da ação, e o jornal The New York Times analisou o vídeo quadro a quadro, apontando que as imagens contradizem a versão do Departamento de Segurança Interna, pois mostram o homem segurando um telefone quando foi derrubado no chão e baleado pelos agentes.
A polícia de Minneapolis informou que o homem era cidadão americano, morador da cidade, e possuía permissão para porte de arma. Já o governo federal diz que ele portava uma pistola e dois carregadores, o que tem alimentado o debate sobre o uso da força e a necessidade de investigação independente.
Reações locais e exigências de cessar das operações
O governador do estado, Tim Walz, classificou o caso como ‘mais um ataque a tiros atroz’ por parte de agentes federais dos EUA, e declarou ‘Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante’.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediu diretamente ao presidente que encerre as operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA na cidade, e afirmou ‘Presidente Trump: este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis em primeiro lugar, coloque os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz. Vamos encerrar esta operação’.
Contexto e desdobramentos
Nos últimos meses o governo federal ampliou prisões relacionadas à imigração em todo o país, e a operação em Minneapolis tem sido foco de tensão, incluindo a morte de uma mulher em 7 de janeiro, confrontos entre agentes e manifestantes, e denúncias de uso de crianças como isca para deter imigrantes.
O caso atual deverá gerar pedidos por investigação detalhada, depoimentos de testemunhas e análise das imagens disponíveis, enquanto líderes locais e federais trocam acusações sobre responsabilidade e escalada das ações de imigração.