Trump diz que aceita diálogo com o Irã após ataques, afirma que negociadores iranianos morreram e Omã relata disposição de Teerã para cessar-fogo
Presidente dos Estados Unidos afirma estar disposto a conversar com representantes do Irã, mas não detalha quando, e Omã relata que Teerã está aberto a cessar-fogo e retomada das conversas
O presidente dos Estados Unidos declarou estar disposto a iniciar um diálogo com o Irã após os ataques recentes, mas manteve incerteza sobre datas e prazos para qualquer contato formal.
Ele afirmou que parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas morreu durante os ataques, e que isso complicou a situação, mesmo com sinais de apoio popular em algumas áreas.
Ao mesmo tempo, o governo de Omã informou que Teerã está aberto a um cessar-fogo e a novas negociações, indicando uma possível via diplomática para reduzir a tensão.
conforme informação divulgada pelo g1
O que o presidente americano afirmou sobre a conversa
Ao comentar a possibilidade de iniciar um diálogo com o Irã, o presidente disse, em coletiva, “Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”.
Apesar da disposição, ele foi enfático ao não confirmar prazos, respondendo à pergunta sobre se o contato ocorreria em breve com “Não posso dizer isso”.
Perdas entre negociadores e impacto operacional
Segundo o presidente, “A maioria dessas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande, foi um grande golpe”, frase que ressalta a perda de interlocutores com quem os EUA vinham lidando.
O reconhecimento público dessas mortes aumenta a complexidade do diálogo com o Irã, porque reduz canais de interlocução e exige substituições ou novos interlocutores para retomar conversas sensíveis.
Posição do mediador omani e sinais de negociação
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conversou por telefone com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, e, segundo Omã, afirmou que Teerã está aberto a “esforços sérios” para reduzir a tensão.
Albusaidi defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo “de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”, papel que Omã já exerceu anteriormente como mediador em negociações envolvendo EUA e Irã.
Riscos, reações nas ruas e próximos passos
O presidente americano também mencionou relatos de comemorações nas ruas do Irã e manifestações de apoio organizadas por iranianos no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles, mas alertou para o risco em campo.
Ele afirmou, sobre a situação no terreno, “Sabendo que é muito perigoso, sabendo que eu disse a todos para permanecerem onde estão, acho que é um lugar muito perigoso agora”, e observou que “As pessoas lá estão gritando nas ruas de felicidade, mas, ao mesmo tempo, há muitas bombas caindo”.
Com canais fechados por perdas humanas e declarações de ambas as partes, permanece a incerteza sobre quando e como um diálogo com o Irã será formalizado, e autoridades americanas e regionais seguem monitorando a evolução do cessar-fogo e das negociações.
Esta reportagem está em atualização.