Trump diálogo com o Irã, presidente americano afirma ‘Eles querem conversar’ e concorda em falar com representantes iranianos, mas evita confirmar data; Omã relata disposição de Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que concorda em iniciar um diálogo com representantes iranianos após os ataques recentes, mas não quis detalhar prazos para o contato.
Trump disse que os iranianos “querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, e acrescentou que não pode informar quando a conversa ocorrerá.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores de Omã relatou que o Irã está aberto a esforços para reduzir a tensão, incluindo um cessar-fogo e novas negociações, conforme informação divulgada pelo g1.
O que Trump afirmou sobre o diálogo e as perdas
Questionado sobre quando o contato com representantes iranianos ocorreria, Trump respondeu, “Não posso dizer isso”, mantendo a incerteza sobre prazos e formatos do diálogo.
O presidente também afirmou que parte dos negociadores iranianos envolvidos em tratativas recentes morreu nos ataques, “A maioria dessas pessoas se foi. Algumas das pessoas com quem estávamos lidando se foram, porque aquilo foi um grande, foi um grande golpe”, segundo declaração registrada pela imprensa.
Trump disse ainda acreditar na possibilidade de mudança interna no Irã, apontando relatos de comemorações nas ruas e manifestações de apoio organizadas por iranianos no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles, mas ressaltou que a situação é delicada e perigosa.
Posição de Omã e mensagem de Teerã
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Omã, o chanceler Badr Albusaidi falou por telefone com o ministro iraniano Abbas Araqchi, e recebeu a mensagem de que Teerã está aberto a “esforços sérios” para reduzir tensões.
Albusaidi defendeu a ideia de um cessar-fogo e a retomada do diálogo, “de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”, e ressaltou o papel de Omã como mediador nas conversas entre EUA e Irã.
O ataque, contagem de vítimas e retaliação
Agências informaram que Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã do último sábado, com explosões em Teerã e em outras cidades.
A imprensa iraniana, citando a rede humanitária Crescente Vermelho, reportou 201 mortos e 747 feridos em decorrência dos ataques, números que circulam nas agências e em comunicados oficiais.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido e que os danos às bases foram, segundo o governo, mínimos.
Alvos, declarações e o cenário regional
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva teria matado comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, e declarou que “milhares de alvos” seriam atingidos nos dias seguintes.
Netanyahu, em pronunciamento, apelou diretamente à população iraniana para que se levante contra o regime, dizendo “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, e acrescentou em inglês, “A ajuda chegou”, frase também vinculada a publicações anteriores do presidente Trump.
Agências de notícias relataram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações associadas ao líder supremo, e que explosões foram ouvidas em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, segundo agências estatais iranianas.
Fontes indicaram a morte de altos comandantes, e a Reuters relatou que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques, conforme citações em reportagens internacionais.
Além disso, a agência estatal Tasnim informou o fechamento do Estreito de Ormuz por motivos de segurança, o que amplia o impacto regional e global, principalmente no mercado de petróleo.
O contexto segue volátil, com chamados a negociações e avisos sobre o perigo em campo, enquanto líderes e mediadores internacionais tentam evitar uma escalada maior, e a população civil sofre as consequências imediatas dos confrontos.