Trump diz que anunciará novo presidente do Fed, Kevin Warsh desponta como favorito, escolha provoca volatilidade nos mercados e apostas online disparam

Indicação de Kevin Warsh ao cargo de presidente do Fed é esperada na sexta, e investidores avaliam impacto sobre juros, dólar e ativos globais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende anunciar na sexta-feira, 30, o novo presidente do Federal Reserve, o banco central americano.

Segundo a cobertura, o nome que mais ganhou força foi o de Kevin Warsh, ex-governador do Fed e figura conhecida nos círculos financeiros, cuja possível nomeação gerou forte reação nos mercados.

Reações em índices de ações, moedas e mercadorias mostram que investidores já precificam a mudança na liderança do Fed, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Trump disse e como o anúncio foi preparado

Trump afirmou a jornalistas, na quinta-feira, “Anunciarei o presidente do Fed amanhã de manhã”, e disse que o nome não seria “uma grande surpresa” para os mercados, e que seria “alguém muito respeitado, conhecido por todos no mundo financeiro”.

Fontes ouvidas pela imprensa indicaram que Warsh se reuniu com Trump na Casa Branca e teria impressionado o presidente, embora nada estivesse formalizado até o anúncio oficial, segundo reportagens citadas pelo g1.

Perfil de Kevin Warsh e visão sobre política monetária

Kevin Warsh, que já integrou o Conselho de Governadores do Fed, é visto como um defensor de **taxas de juros mais baixas**, mas também como uma opção menos radical entre os cotados.

Warsh defende um **balanço patrimonial menor para o Fed**, o que o colocaria numa posição de cautela sobre estímulos monetários agressivos, e por isso é encarado por parte do mercado como alguém que poderia suavizar a trajetória de juros, ainda que com limites.

Reação imediata dos mercados e probabilidades em plataformas de aposta

A simples possibilidade de Warsh assumir o comando do Fed provocou forte reação nos mercados. O índice MSCI da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu até 1,3%, a maior perda diária no mês, e em Hong Kong o índice de empresas chinesas recuou 2,1%, conforme dados reportados ao g1.

No Japão, o Nikkei 225 caiu 0,1%. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 recuaram 0,4% e os do Nasdaq caíram 0,5%. O índice do dólar subiu 0,3%, para 96,481, revertendo recente fraqueza, e o rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos avançou 4,0 pontos-base, para 4,265%, segundo as informações divulgadas.

Mercados de apostas como a Polymarket indicaram um salto na probabilidade implícita de Warsh ser escolhido, de 35% para 92%, e outras plataformas como Kalshi chegaram a atribuir chances superiores a 80% ao ex-governador.

Impacto sobre commodities e contexto político

Além das bolsas, ativos como metais preciosos e criptomoedas também reagiram. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%, conforme a cobertura citada pelo g1.

A provável nomeação ocorre em meio a pressões políticas sobre o Fed. Trump tem criticado publicamente a política de juros e disse que o então presidente do Fed, Jerome Powell, não tinha razão para manter juros tão elevados, chamando-o de “idiota” e afirmando que ele está “prejudicando o país e a segurança nacional”.

O presidente também declarou que Powell estaria “custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessários e injustificadas”, e defendeu que as taxas deveriam ser “menores do mundo”. Esses trechos foram relatados na cobertura do g1.

Alternativas consideradas e os próximos passos

Além de Warsh, outros nomes chegaram a ser cogitados por Trump, incluindo Rick Rieder, da BlackRock, o atual governador do Fed Christopher Waller, e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett, segundo matérias citadas.

Powell tem mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028, e a tentativa de influenciar a liderança do Fed reacende o debate sobre independência do banco central, enquanto investidores aguardam o anúncio formal e sinais sobre o rumo da política monetária americana, conforme informação divulgada pelo g1.