Trump diz que EUA vão negociar petróleo da Venezuela, refinar até 50 milhões de barris, controlar receitas e permitir que China compre ‘quanto quiser’, diz g1
Governo americano, segundo Trump, vai refinar e vender petróleo venezuelano, depositar receitas em contas controladas pelos EUA e abrir negociações também com a China
O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira que empresas interessadas no petróleo da Venezuela terão de negociar diretamente com os EUA, e que o país vai refinar e comercializar parte do óleo venezuelano.
Segundo o presidente, o acordo permitirá que a China compre no mercado norte-americano ou venezuelano, mantendo controles sobre a receita obtida com as vendas.
As informações foram divulgadas em declarações feitas a executivos do setor de petróleo, conforme informação divulgada pelo g1.
O que Trump anunciou
Na reunião com altos funcionários do governo e executivos de grandes petroleiras, Trump afirmou, em palavras citadas pelo g1, “A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA, nos Estados Unidos ou na Venezuela“.
O presidente também disse que os EUA irão “refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela” sob um novo acordo, e que as vendas começam “imediatamente” e continuarão por tempo indeterminado.
Como serão tratadas as receitas
O Departamento de Energia americano informou que “toda a receita da venda será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente“.
Segundo comunicado citado pelo g1, o órgão diz que “Contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados“, e que os recursos serão geridos para “garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”.
Contexto geopolítico e impacto
O anúncio ocorre dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou na prisão de Nicolás Maduro e, segundo o noticiário, na morte de pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos na operação.
Após sanções americanas iniciadas em 2019, a China se tornou o principal comprador do petróleo venezuelano, com participação que, segundo o g1, subiu para 68% das exportações venezuelanas nos últimos anos, e o novo acordo pode desviar volumes para os EUA.
Trump afirmou ainda que o petróleo será vendido “a preço de mercado” e que os EUA serão responsáveis por controlar o uso do dinheiro obtido, “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”, conforme divulgado pelo g1.