quinta-feira, junho 4, 2026

Trump diz que Irã quer acordo, fixa prazo e ameaça ‘próximo ataque será muito pior’, Teerã se declara aberto ao diálogo, mas manterá capacidade de Defesa

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Trump diz que Irã deve aceitar um acordo justo e equitativo sem armas nucleares, presidente americano afirma ter fixado prazo, Teerã aceita dialogar, mas mantém defesa e avisa que responderá

O presidente dos Estados Unidos disse que o Irã quer negociar um acordo, mas reafirmou que estabeleceu um prazo para isso, sem detalhar datas ou condições.

Questionado sobre ações militares e comparações com a Venezuela, ele se recusou a revelar planos, e destacou a presença de uma frota poderosa na região.

As declarações ocorreram em meio a uma sequência de trocas duras entre Washington e Teerã, com promessas de retaliação caso haja ataque, conforme informação divulgada pelo g1

O que Trump disse na Casa Branca

Ao ser perguntado por jornalistas sobre a escalada das tensões, o presidente afirmou, “Posso dizer isto: eles querem chegar a um acordo. Eu fixei um prazo, mas só eles sabem com certeza qual”, e evitou detalhar medidas militares.

Em resposta a uma pergunta da AFP sobre repetir ações como na Venezuela, onde os EUA acreditam ter capturado líderes e controlado petróleo, Trump disse, “Não quero falar de nada que tenha a ver com meus planos militares. Mas contamos com uma frota extremamente poderosa naquela região, ainda maior do que na Venezuela”.

Resposta e postura do Irã

Do lado iraniano, houve recuo no tom, com o presidente Masoud Pezeshkian afirmando, “O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra”, e ao mesmo tempo ressaltando que, se atacado, “responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão”.

O chanceler Abbas Araqchi, em viagem à Turquia, disse que Teerã está preparado para negociações sobre o acordo nuclear, desde que sejam “justas e equitativas”, e deixou claro que o país não abrirá mão de manter e expandir suas capacidades de Defesa.

Risco de escalada e cenários possíveis

Autoridades iranianas advertiram que qualquer ataque será interpretado como início de guerra. O conselheiro sênior do aiatolá, Ali Shamkhani, declarou, “Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”.

Analistas citados pela imprensa americana apontam que Washington estuda um leque amplo de opções, que incluiria bombardeios e operações especiais dentro do Irã, e até mudanças de regime, segundo reportagem do The New York Times mencionada nas fontes.

Impactos regionais e reações internacionais

Além do confronto direto com os EUA, o Irã criticou a União Europeia após a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas, e uma autoridade iraniana ameaçou designar exércitos europeus como “terroristas” em retaliação.

Em meio às tensões, a Guarda Revolucionária anunciou manobras com munição real no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de petróleo, aumentando o risco para o tráfego marítimo e para os preços do petróleo.

O contexto também inclui denúncias sobre repressão interna no Irã: ativistas apontam que a ação contra protestos deixou pelo menos 6.159 mortos, informação citada nas reportagens que cobrem a crise.

O que vem a seguir

Com Washington pressionando por um acordo que elimine o potencial nuclear iraniano, e Teerã disposto a dialogar, mas firme em manter defesas, o cenário prevê negociações difíceis e alta probabilidade de trocas retóricas, manobras militares e ações diplomáticas.

Observadores destacam que a combinação de ameaças públicas, presença naval reforçada e anúncios de exercícios traz risco de erro de cálculo, o que torna cruciais canais discretos de comunicação entre as partes para evitar confrontos diretos.

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