Trump diz ver chance de acordo com Cuba e Irã, anuncia diálogo com Havana, aplica pressão por petróleo e aposta em solução diplomática com Teerã
Presidente americano afirmou, ‘Acho que faremos um acordo com Cuba’, chamou a ilha de ‘nação falida’ e disse crer em uma solução diplomática para o impasse com o Irã
O presidente dos Estados Unidos afirmou ver possibilidade de um acordo com Cuba e Irã enquanto mantém pressões econômicas e diplomáticas sobre ambos os países.
Segundo o próprio presidente, os Estados Unidos já começaram conversas com autoridades cubanas e, ao mesmo tempo, buscam um caminho diplomático para o confronto com Teerã.
Conforme informação divulgada pelo g1, Trump disse que espera avanços nas duas frentes e que medidas como tarifas e restrições de petróleo fazem parte da estratégia para forçar mudanças, conforme informação divulgada pelo g1.
Diálogo com Cuba, frases e medidas que ampliam a pressão
Em declarações a repórteres, o presidente afirmou, “Estamos falando com as pessoas mais altas (do governo) de Cuba, vamos ver o que acontece. (…) Acho que faremos um acordo com Cuba”, e, sobre a ilha, disse, “Cuba é uma nação falida, tem sido uma nação falida há um bom tempo”.
No sábado 31, ele também declarou, “Estamos começando a conversar com Cuba”, sem detalhar o teor das conversas.
Recentes ações do governo incluem ordens e tarifas destinadas a cortar ou dificultar o fornecimento de petróleo à ilha, numa tentativa de aumentar a pressão sobre o regime cubano e acelerar mudanças políticas.
Impacto regional e reação do México
As medidas americanas afetaram a cadeia de abastecimento, porque Cuba, após suspensão de petróleo da Venezuela, passou a depender de fornecedores como o México.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, alertou que a política americana poderia provocar uma crise humanitária e disse que buscaria alternativas para continuar ajudando Cuba.
Trump comentou sobre a negociação com o México, dizendo, “Não precisa ser uma crise humanitária. Acho que eles provavelmente viriam até nós e tentariam fazer um acordo”, e acrescentou que, com isso, “Assim, Cuba seria livre novamente.”
Irã, sinal de abertura e movimentos militares em segundo plano
Além de Cuba, o presidente afirmou acreditar que as conversas com membros do governo iraniano podem “dar bom resultado” e que há espaço para uma solução diplomática para o impasse com Teerã.
Paralelamente, reportagem da Reuters, com base em fontes do governo norte-americano, informou que generais dos EUA e de Israel se reuniram no Pentágono para debater possíveis ações no Irã, o que mostra que, apesar das negociações, opções militares seguem sendo consideradas.
Em resumo, a administração americana combina uma estratégia de pressão econômica, especialmente via restrições ao petróleo, com tentativas de diálogo, na busca de um acordo com Cuba e Irã que reduza tensões e alcance resultados políticos desejados por Washington.