Trump diz ver chance de acordos com Cuba e Irã, anuncia diálogo com Havana e aposta em solução diplomática para impasse com Teerã

Presidente afirma que negociações com líderes cubanos estão em curso, fala em acordo com Cuba e diz acreditar em solução diplomática para o Irã, segundo declarações e reportagens

Donald Trump afirmou neste fim de semana ver possibilidade de fechar acordos tanto com Cuba quanto com o Irã.

O presidente falou com repórteres na chegada a sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, e descreveu conversas em andamento com autoridades cubanas.

Ele também disse esperar uma solução diplomática para o impasse com Teerã, em paralelo a relatos sobre discussões militares nos Estados Unidos,

conforme informação divulgada pelo g1

Diálogo com Cuba e medidas econômicas

Trump disse, em conversa com jornalistas, “Estamos falando com as pessoas mais altas (do governo) de Cuba, vamos ver o que acontece. (…) Acho que faremos um acordo com Cuba”.

Antes, no sábado, ele afirmou que “Estamos começando a conversar com Cuba”, sem detalhar o teor das conversas.

Ao mesmo tempo, a administração tem pressionado Havana com cortes e restrições ligadas ao fornecimento de petróleo, incluindo ordem para tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, medida que afeta parceiros regionais.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, advertiu que a ação “poderia causar uma crise humanitária” e disse buscar alternativas para continuar ajudando a ilha.

Trump reagiu dizendo que “Não precisa ser uma crise humanitária. Acho que eles provavelmente viriam até nós e tentariam fazer um acordo”, e repetiu a visão de que “Cuba é uma nação falida, tem sido uma nação falida há um bom tempo”.

Impasses com o Irã e sinal de negociação

Sobre o Irã, Trump afirmou que acredita que as conversas mantidas com membros do governo iraniano “possam dar bom resultado” e que prefere uma solução diplomática para o impasse com Teerã.

Ao mesmo tempo, relatório da agência Reuters, com base em fontes do governo norte-americano, afirmou que generais dos EUA e de Israel se reuniram no Pentágono para debater possíveis ações no Irã, sinalizando que alternativas militares também estão sendo consideradas.

A declaração pública do presidente, e o registro de discussões militares em nível de comando, mostram uma abordagem simultânea de pressão e tentativa de negociação, com risco de escalada caso a diplomacia não avance.

Repercussões regionais e próximas etapas

As medidas contra o fornecimento de petróleo a Cuba pressionam fornecedores como o México, que passou a suprir parte das necessidades da ilha após suspensão de exportações da Venezuela.

Analistas apontam que tarifas e restrições podem provocar tensões comerciais e riscos sociais, caso o abastecimento seja afetado.

O governo dos EUA ainda não detalhou as conversas com Havana nem os termos que buscaria em um eventual acordo, e a comunidade internacional acompanha de perto possíveis desdobramentos diplomáticos e militares.

O que observar

Nos próximos dias, fique atento a anúncios oficiais sobre o teor das conversas com Cuba, a evolução das medidas econômicas e a resposta de países parceiras, como o México.

Também é importante acompanhar reportagens e comunicados sobre o Irã, em especial se surgirem sinais de avanço nas negociações diplomáticas ou de movimentações militares entre aliados, segundo relatos da Reuters.