Trump e Powell: Presidente afirma não ter planos de demitir Jerome Powell apesar de investigação criminal do Departamento de Justiça, e avalia Kevin Warsh ou Kevin Hassett

Trump e Powell seguem no centro de uma disputa que envolve investigação criminal sobre custos de reforma de US$2,5 bilhões, pressão política e a definição do próximo presidente do Federal Reserve

Trump e Powell voltaram a dominar o noticiário depois que o Departamento de Justiça abriu uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre custos em obra no complexo da sede do Fed.

O caso, que envolve um projeto estimado em US$2,5 bilhões para reformar dois prédios históricos, reacendeu o debate sobre a independência do banco central e sobre a influência política nas decisões monetárias.

O presidente dos Estados Unidos afirmou, em entrevista à Reuters, que não tem intenção de demitir Powell no momento, mas ainda não decidiu o desfecho final desse processo, conforme informação divulgada pelo g1.

O que Trump disse sobre a demissão de Powell

Questionado se tentaria remover Powell, Trump declarou, em tradução livre, “Não tenho nenhum plano para fazer isso”. Ao comentar se a investigação era motivo para uma decisão, ele afirmou, traduzido, “No momento, estamos um pouco em um padrão de espera com ele, e vamos determinar o que fazer. Mas não posso entrar no assunto. É muito cedo. Muito cedo.”

O presidente também sugeriu possíveis substitutos para a cadeira do Fed, citando o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, e disse que anunciará algo nas próximas semanas.

Detalhes da investigação e resposta de Powell

A investigação criminal foi aberta pelo governo sobre supostas despesas excessivas no projeto de reforma do complexo do Fed. Jerome Powell divulgou a existência da apuração e nega ter cometido qualquer irregularidade, segundo a matéria do g1 que repercutiu apuração da Reuters.

O mandato de Powell como presidente do Fed termina em maio, mas ele não é obrigado a deixar o Conselho de Governadores até 2028, o que complica o calendário político e a tomada de decisão da Casa Branca.

Consequências para a independência do Fed e os mercados

Especialistas e autoridades econômicas alertam que a erosão da independência do banco central pode enfraquecer o dólar e estimular inflação, cenário que, segundo analistas, poderia afetar confiança de investidores e decisões de política monetária global.

Trump, no entanto, rejeitou essas preocupações publicamente, repetindo, conforme registro, “Não me importo”, ao comentar críticas de parlamentares e analistas sobre sua interferência no Fed.

Quem são os potenciais sucessores e o processo de escolha

Além de Kevin Warsh e Kevin Hassett, Trump afirmou que há outras pessoas consideradas, e que anunciará sua decisão em breve. Ele também descartou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, porque, segundo o presidente, “ele quer ficar onde está”.

Se efetivada, a substituição envolveria aval do Senado, e Trump reconheceu que necessitará de apoio de parlamentares cuja lealdade ele cobrou explicitamente, ao dizer, traduzido, “Não me importo. Eles devem ser leais. É isso que eu digo.”

O desfecho do episódio entre Trump e Powell terá reflexos na política interna dos EUA e na percepção internacional sobre a independência do Federal Reserve, enquanto a investigação e a disputa política continuam a se desenrolar.