Trump eleva para 25% tarifas Coreia do Sul, incluindo automóveis, madeira e farmacêuticos, e culpa Legislativo por não aprovar acordo histórico entre EUA e Seul
Medida anunciada nas redes sociais sobe tarifas Coreia do Sul para 25%, e presidente afirma que Legislativo sul-coreano não aprovou o acordo comercial fechado com Washington
O presidente dos Estados Unidos anunciou que irá elevar para 25% as tarifas sobre importações da Coreia do Sul, abrangendo automóveis, madeira e produtos farmacêuticos, em decisão divulgada em 26 de janeiro de 2026.
A mudança, comunicada por redes sociais, substitui a alíquota recíproca anterior de 15% e amplia a pressão comercial entre Washington e Seul em um momento de negociações ainda em curso.
O anúncio reforça o uso de tarifas como instrumento de política externa na gestão do presidente, provocando apreensão entre economistas e governos aliados, e pode repercutir nas cadeias produtivas globais.
conforme informação divulgada pelo g1
O que foi anunciado
Segundo o comunicado, o presidente declarou, entre aspas, “Como o Legislativo coreano não aprovou nosso histórico acordo comercial, o que é prerrogativa deles, estou, por meio deste, aumentando as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as demais tarifas recíprocas de 15% para 25%.”
A medida atinge setores-chave da economia sul-coreana, incluindo veículos, madeira e medicamentos, e é apresentada pela Casa Branca como resposta à ausência de aprovação legislativa do acordo bilateral.
Reação e contexto diplomático
A Casa Azul, sede da Presidência da Coreia do Sul, não havia se pronunciado até a última atualização da matéria, conforme a reportagem original. A Coreia do Sul vinha negociando a implementação de um acordo anunciado em novembro, que previa redução de tarifas dos EUA sobre exportações sul-coreanas.
Além do impasse legislativo, autoridades sul-coreanas dialogaram com a Casa Branca sobre investigações locais envolvendo a empresa de comércio eletrônico Coupang, após vazamento massivo de dados, o que também tem entrado na agenda bilateral.
Impactos econômicos e críticas
Economistas consultados por veículos internacionais já manifestaram preocupação com a estratégia de aumentar tarifas como instrumento de pressão, apontando riscos de elevação de preços para consumidores, retração no comércio e efeitos em cadeias de suprimento.
A tática do governo norte-americano, usada com frequência durante o segundo mandato do presidente, também enfrenta questionamentos legais, com processos em andamento na Suprema Corte dos EUA que testam a amplitude do uso de tarifas presidenciais.
Próximos passos
Restam indefinidos os prazos e condições para entrada em vigor prática do aumento até que medidas administrativas e regulamentares sejam publicadas. O episódio tende a manter Seul e Washington em intensas tratativas, com possíveis repercussões comerciais e políticas.