Trump suspende imposição de tarifas a países europeus após entendimento com Otan sobre Groenlândia, acordo prevê estrutura para futuro pacto e Domo de Ouro

Reunião considerada ‘muito produtiva’ entre Donald Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formou uma ‘estrutura de um futuro acordo’ sobre Groenlândia com impacto nas tarifas

O presidente dos Estados Unidos anunciou que, após um entendimento sobre a Groenlândia, não seguirá com a imposição imediata de medidas tarifárias contra países europeus.

Segundo a publicação feita por ele na rede Truth Social, a conversa com o líder da Otan ajudou a criar a base de um acordo futuro envolvendo a ilha e a região do Ártico.

O movimento afeta decisões sobre o chamado Domo de Ouro, projeto militar que Trump relaciona à proteção do território norte-americano.

conforme informação divulgada pelo g1

O que foi publicado por Trump e quem liderará as negociações

Na postagem citada, Trump afirmou, em tradução disponibilizada pela fonte, “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Golden Dome no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem, O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações, e se reportarão diretamente a mim. Obrigado pela atenção a este assunto!”

Detalhes das tarifas anunciadas anteriormente

Trump havia anunciado, no último sábado (17), que os EUA iriam impor tarifas extras de 10%, a partir de 1º de fevereiro de 2026, a países europeus que se opusessem à sua tentativa de adquirir a Groenlândia.

Em um trecho da cobertura da fonte, os países inicialmente citados como impactados foram Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia. Em outra passagem da mesma matéria, a lista apareceu ampliada para incluir também Dinamarca e Finlândia, segundo a apuração.

Por que a Groenlândia é central na disputa

A Groenlândia é vista como área de estratégica importância, situada entre os Estados Unidos e a Rússia, e fundamental para o controle do Ártico. Trump descreveu a ilha como vital para o projeto militar que chama de Domo de Ouro.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, ele afirmou que não faria uso da força para obter a ilha, dizendo, na tradução apresentada pela fonte, “Eu não preciso usar a força, Eu não quero usar a força, Eu não usarei a força, Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”. Ainda segundo a matéria, Trump chegou a chamar a Dinamarca de “ingrata” e se referiu à ilha como “um pedaço de gelo”.

Reações, presença militar e próximos passos

O governo da Dinamarca reiterou que não há negociações em curso para a venda do território. Diante das ameaças iniciais, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a região, conforme relatado pela fonte.

Agora, com a suspensão anunciada das medidas tarifárias, ficam previstos novos encontros e negociações sobre a Groenlândia, o Domo de Ouro e a cooperação entre os EUA e aliados da Otan, acompanhados de perto por Washington e pelos países europeus envolvidos.