Trump tem ‘plano B’ e pode impor tarifa geral de 10% se Suprema Corte derrubar o tarifaço, diz Kevin Hassett, alternativa envolveria Seção 301 e Seção 232
Decisão da Corte, esperada na próxima semana, pode anular o tarifaço do Dia da Libertação, mas Casa Branca diz ter alternativa para manter tarifas e pressão comercial
A Casa Branca afirma ter um plano alternativo caso a Suprema Corte derrube o pacote de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump em abril de 2025.
O principal argumento é que medidas menores e imediatas, combinadas com instrumentos legais já existentes, podem recuperar grande parte do impacto do chamado tarifaço.
Conforme informação divulgada pelo g1.
O plano B e as medidas propostas
Segundo o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, a alternativa seria a imposição imediata de uma tarifa geral de 10%, para compensar a maior parte do espaço perdido.
Hassett afirmou, exatamente, “Nós estamos muito confiantes de que a Suprema Corte vai ficar do nosso lado. A análise jurídica nos favorece. Mas também temos um plano B realmente sólido”.
Ele também disse, nas palavras divulgadas, “Podemos impor imediatamente uma tarifa de 10% para compensar a maior parte do espaço perdido e, depois, usar instrumentos como as autoridades da Seção 301 e da Seção 232 para complementar o que já alcançamos com esses grandes acordos com outros países”.
O que está em jogo na Suprema Corte
Está em julgamento a validade do chamado “Dia da Libertação”, anunciado em 2 de abril, quando o governo impôs taxas de até 50% sobre produtos oriundos de mais de 180 países.
A expectativa é que a Suprema Corte divulgue uma decisão na próxima semana, e a Casa Branca, conforme Hassett, se diz “muito confiante” na vitória jurídica, mas preparada para medidas alternativas.
Impacto econômico e próximos passos
Se aplicado, o plano B com uma tarifa geral de 10% teria efeito imediato sobre comércio e cadeias de suprimento, e seria complementado por ações via Seção 301 e Seção 232, conforme anunciou o governo.
Especialistas e mercados acompanharão a decisão da Corte e qualquer implementação de tarifas de 10%, porque a combinação de medidas pode alterar relações comerciais e custos para empresas e consumidores.