Kaja Kallas afirma que bloco europeu aplicará punições a quem praticou violência durante os protestos no Irã, medida ocorre após onda de manifestações que deixou milhares de mortos
A União Europeia anunciou que pretende incluir a Guarda Revolucionária do Irã em sua lista de organizações terroristas, em uma decisão que amplia pressões contra Teerã.
A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou ainda que serão impostas sanções a pessoas que tenham praticado violência contra manifestantes, em resposta à repressão.
As medidas são anunciadas após uma onda de protestos e confrontos que causaram grande número de vítimas, Mortes em protestos no Irã chegam a 5 mil, conforme informação divulgada pelo g1.
O anúncio e as sanções previstas
Segundo Kaja Kallas, a UE “está impondo novas sanções ao Irã e também prevejo que incluiremos a Guarda Revolucionária Islâmica em nossa lista de organizações terroristas”, declaração que reforça o caráter punitivo das medidas.
Além da inclusão da Guarda Revolucionária do Irã, o bloco declarou que focalizará indivíduos responsáveis por atos de violência contra manifestantes, com medidas que podem incluir congelamento de ativos e proibição de viagens.
Contexto dos protestos e números citados
Os protestos no país começaram por queixas sociais e econômicas, e evoluíram para pedidos por mudanças no regime que governa o Irã há décadas.
Segundo a agência Reuters, 5 mil pessoas morreram em decorrência da violência durante a onda de protestos, dado que vem sendo citado por autoridades e veículos internacionais.
Repercussões diplomáticas e riscos regionais
Kaja Kallas disse esperar que as medidas não afetem a via diplomática com o Irã, embora a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã possa aumentar tensões entre o bloco e Teerã.
Autoridades internacionais já reagiram ao relato de repressão, e a escalada inclui advertências de governos rivais, o que torna a movimentação da UE relevante para a dinâmica geopolítica da região.
O que vem a seguir
O elenco final de sanções e a data efetiva de inclusão da organização na lista terrorista dependerão de deliberações internas da UE e de coordenação entre Estados-membros.
Analistas apontam que a medida visa aumentar pressão política e econômica sobre o Irã, enquanto a comunidade internacional monitora possíveis impactos humanitários e diplomáticos.