quinta-feira, junho 4, 2026

União Europeia aprova provisoriamente acordo UE-Mercosul, abre mercado de 451 milhões de consumidores e enfrenta resistência de França e Irlanda

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Decisão em Bruxelas sobre o acordo UE-Mercosul, segundo diplomatas e agências, pode ser seguida de assinatura por Ursula von der Leyen no Paraguai, apesar de críticas

A União Europeia aprovou provisoriamente o pacto com o Mercosul durante uma reunião de embaixadores em Bruxelas, segundo diplomatas ouvidos pelas agências France Presse e Reuters.

O voto favorável da maioria dos 27 países do bloco foi registrado na sexta-feira (9), e a confirmação formal dos votos precisa ser enviada por escrito até as 17h no horário de Bruxelas, 16h GMT.

O acordo, que amplia o acesso a um mercado de 451 milhões de consumidores e tem apoio de setores empresariais, enfrenta oposição de países como França e Irlanda, conforme informação divulgada pelo g1.

O que foi aprovado e o alcance para o Mercosul

A aprovação provisória abre caminho para a formalização do tratado e permite que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai, se os trâmites forem concluídos.

Para o Brasil, a maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando diferentes segmentos da indústria brasileira.

Resistência entre países e setores agrícolas

A aprovação ocorreu apesar da oposição da França, da Irlanda e de outros países que temem impactos negativos sobre o setor agrícola, relataram diplomatas europeus.

Organizações e produtores agrícolas na Europa alertam para concorrência com produtos do Mercosul e pedem garantias sobre regras sanitárias e ambientais, pontos que motivaram debates intensos nas capitais europeias.

Próximos passos e cronograma

Com a aprovação provisória e a confirmação por escrito esperada até o prazo indicado em Bruxelas, a assinatura no Paraguai pode ser o próximo ato formal, se não houver novos impasses diplomáticos.

Depois da assinatura, o tratado ainda terá etapas internas em vários países para ratificação e implementação, e continuará sob atenção dos setores que manifestaram resistência.

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