Declaração traduzida de Donald Trump sobre a morte de Ali Khamenei, relato completo dos ataques de EUA e Israel, números oficiais de vítimas e reflexos políticos e humanitários
A manhã seguinte aos bombardeios foi marcada por anúncios diretos de líderes mundiais, promessas de mais ataques e cenas de destruição em várias cidades iranianas.
A tensão internacional escalou com retaliações imediatas, fechamentos de rotas estratégicas e relatos de milhares de deslocados e vítimas.
Este texto reúne a declaração completa de Donald Trump, o perfil de Ali Khamenei, os números oficiais citados pelas autoridades e as primeiras reações, conforme informação divulgada pelo g1.
A declaração de Trump na íntegra
Na publicação divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele afirmou, entre outros trechos, “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto”.
Trump acrescentou, segundo a transcrição pública, que a morte de Khamenei “não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”.
O presidente disse ainda que, em coordenação com Israel, os sistemas de inteligência não permitiram que o líder escapasse, e pediu que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança procurem imunidade, observando que “Agora eles podem ter imunidade, depois, terão apenas a morte!”
Na mesma postagem, Trump declarou que “Os bombardeios intensos e precisos, no entanto, continuarão sem interrupção ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!“
Quem era Ali Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, cidade sagrada xiita, e liderou o Irã desde 1989 até sua morte, acumulando poder político e religioso numa teocracia de cerca de 90 milhões de habitantes.
Ao longo das décadas, Khamenei manteve postura hostil aos Estados Unidos e ao Estado de Israel, e o Irã passou a financiar e armar grupos como o Hezbollah e, posteriormente, o Hamas, em ações descritas como guerra por procuração.
Internamente, o regime reprimiu protestos em ondas sucessivas, como em 2009, em 2019 e em 2022 após a morte de Mahsa Amini, respondendo com prisões, violência e censura, segundo relatórios e registros históricos.
Os ataques e os números oficiais
Segundo a imprensa iraniana citando a rede humanitária Crescente Vermelho, os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel deixaram 201 mortos e 747 feridos.
Relatos estatais informaram que, entre as vítimas, 85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do Irã, e outras 15 pessoas foram mortas em um ginásio na mesma região.
Agências de notícias divulgaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações ligadas ao líder supremo em Teerã, e que explosões também foram ouvidas em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação, e fontes israelenses afirmaram ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
Reações e desdobramentos
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e também atacou bases americanas na região. Na ofensiva iraniana, foram ouvidas explosões em países do Golfo, e os Emirados Árabes Unidos relataram uma morte em Abu Dhabi, enquanto sistemas de defesa interceptaram mísseis sobre Dubai e outros pontos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear, e pediu à população iraniana que se levante contra o regime, dizendo, “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”. Em inglês, ele também disse, “A ajuda chegou”, em referência ao apoio americano a manifestantes.
O estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim, e autoridades regionais continuam avaliando danos a infraestruturas civis e militares.
O cenário permanece volátil, com potenciais novas operações e risco de escalada generalizada, enquanto organizações humanitárias e governos monitoram a crise e contabilizam vítimas.