Venda de imóveis dos Correios rende só R$ 9,1 milhões no primeiro leilão do plano de socorro, três imóveis de 12 foram arrematados e novos lotes já têm datas

Primeira etapa da venda de imóveis dos Correios teve apenas três vendas, arrecadou R$ 9,1 milhões, e a estatal projeta nova rodada de leilões nas próximas semanas

A venda de imóveis é uma das medidas do plano de reestruturação dos Correios, apresentado no fim do ano passado, e faz parte de uma estratégia para reforçar o caixa da empresa.

O leilão virtual realizado na quinta-feira (12) ofertou 12 imóveis em sete estados, mas só três receberam propostas válidas e foram arrematados.

Os dados e informações sobre as vendas e os próximos prazos foram divulgados publicamente, conforme informação divulgada pelo g1

Resultado do primeiro leilão

No total, os Correios venderam três unidades, localizadas em Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Caturaí (GO), o que vai gerar um caixa de R$ 9,1 milhões.

Os lances poderiam ser feitos para 12 imóveis em sete estados, e, segundo a estatal, “se todos tivessem sido vendidos pelo valor mínimo, a arrecadação seria de mais de R$ 14,5 milhões”.

O imóvel mais caro era o de Belo Horizonte, cujo lance mínimo para o prédio comercial de 3 mil metros quadrados na capital mineira era de R$ 8,3 milhões.

O que diz a estatal sobre imóveis sem propostas

Em nota, a estatal afirmou que “os imóveis que não receberam propostas nesta etapa serão novamente disponibilizados nos próximos leilões, em continuidade à estratégia de racionalização e otimização do patrimônio da empresa”.

A estratégia de venda de ativos faz parte do plano que, segundo a própria estatal, pretende arrecadar R$ 1,5 bilhão ao longo do processo de reestruturação.

Próximos leilões e calendário

Já estão previstos novos leilões nas próximas semanas, com mais lotes e prazos finais para envio de lances.

No dia 26 de fevereiro, serão leiloados 9 imóveis, cujo valor mínimo, de todos eles juntos, é de R$ 28,2 milhões.

Além dessa data, outros seis leilões estão previstos para março e abril, com prazos finais de lances em 5 de março, 12 de março, 19 de março, 26 de março, 02 de abril e 09 de abril.

Contexto financeiro e urgência da venda

Os leilões ocorrem em meio a uma crise financeira crescente na estatal, com resultados negativos consecutivos.

Em 2022, a empresa fechou as contas com mais de R$ 700 milhões no vermelho, e o rombo em 2024 cresceu e foi de R$ 2,5 bilhões.

De janeiro a setembro do ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 6 bilhões, e a estatal estima um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões no consolidado de 2025, enquanto para 2026 a Diretoria Econômico-Financeira projeta que o rombo deve atingir R$ 9,1 bilhões.

Com a combinação de patrimônio imobiliário a ser ofertado e novas rodadas de leilões, a venda de imóveis dos Correios segue como uma das principais frentes para tentar mitigar os déficits e reorganizar as finanças da empresa.