Vorcaro admite à PF que Banco Master tinha problemas de liquidez e usava o FGC como modelo de negócio, e diz que originava R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês
Depoimento transcrito por inteligência artificial, no fim de 2025, aponta crise de liquidez, uso do FGC como estratégia e fechamento de captações após anúncio de venda ao BRB
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, admitiu à Polícia Federal que a instituição enfrentava **problemas de liquidez** e que o **Fundo Garantidor de Créditos, FGC**, fazia parte do plano de negócio do banco.
No depoimento, segundo transcrição obtida e feita via inteligência artificial, Vorcaro afirmou que houve crise e pressão de liquidez, e que parte da captação teve de ser reduzida para preservar recursos.
O relato detalha também que, até o anúncio da negociação com o BRB, o banco tinha intensas fontes de captação que depois foram fechadas por completo, segundo o próprio depoente, conforme informação divulgada pelo g1.
O que Vorcaro disse à PF
Segundo a transcrição do depoimento prestado no fim de 2025 à delegada da Polícia Federal responsável pelo caso, Vorcaro afirmou que existia uma crise e uma pressão de liquidez, e que relatórios do Banco Central indicaram que isso ocorreu por pressão para mudança de regulação e por conta do mercado financeiro.
Vorcaro declarou ainda que “o plano de negócio do banco era 100% baseado no FGC” e que, na visão dele, não havia nada de errado até que as regras foram alteradas quando o banco começou a crescer.
Volume de originação e ajuste de tamanho
O depoente afirmou que o Master chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês, mas que o tamanho foi reduzido para garantir liquidez.
Ele disse que a cessão de ativos havia se tornado a principal fonte de captação do banco até o anúncio de que o Master seria comprado pelo BRB, banco público do Distrito Federal, e que as fontes de captação foram fechadas por completo após esse anúncio.
FGC e ressarcimento a investidores
O texto de referência explica o papel do Fundo Garantidor de Créditos, e traz a definição usada pela reportagem: “O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.”
Também consta que, desde o dia 19, o FGC ressarce em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ os correntistas e investidores que tinham recursos no Master. Cerca de 600 mil credores do Master já fizeram o pedido até a noite de segunda-feira (19), segundo a mesma apuração.
Consequências e próximos passos
O depoimento de Vorcaro, conforme a transcrição, coloca a liquidez e as mudanças regulatórias no centro das explicações do dono do banco sobre a crise enfrentada pelo Master.
Com o FGC acionado para ressarcir os investidores elegíveis, a principal preocupação passa a ser o ritmo de reembolso e o desfecho das investigações conduzidas pela Polícia Federal e por autoridades financeiras.
Fontes citadas, documentos e o teor completo do depoimento ainda deverão ser analisados pelas autoridades, enquanto correntistas e investidores acompanham o cronograma de pagamento do FGC e os desdobramentos jurídicos e regulatórios do caso.