Vorcaro nega envolvimento em ataques ao Banco Central e pede investigação sobre influenciadores, contratos e suposta campanha orquestrada após liquidação do Master

Vorcaro afirmou ao STF que não participou dos ataques ao Banco Central, e pediu que a Polícia Federal apure influenciadores, contratos e eventual coordenação após a liquidação do Banco Master

O banqueiro registrou no Supremo Tribunal Federal pedido para que sejam investigadas as propostas e contratos que teriam motivado uma onda de críticas nas redes sociais dirigida ao Banco Central.

Segundo a defesa, a investigação é necessária para demonstrar que Vorcaro não tem relação com as publicações, e para identificar possíveis contratantes e intermediários envolvidos em campanhas pagas.

Relatos de influenciadores e um contrato preliminar com referência a Projeto DV, multa de R$ 800 mil, e oferta descrita como ‘de milhões, no plural’, vieram a público, conforme informação divulgada pelo g1.

O relato do vereador e o contrato Projeto DV

O tema ganhou atenção depois que o vereador Rony Gabriel, do PL do Rio Grande do Sul, afirmou ter recebido uma proposta para participar de uma campanha contra o Banco Central, e disse ter ouvido que o contratante seria Daniel Vorcaro.

O contrato mencionado na negociação trazia referência a Projeto DV, cláusula de confidencialidade por cinco anos, e multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo, segundo o relato divulgado.

Rony afirmou que o cachê oferecido era ‘de milhões, no plural’, e disse ter recusado a participação quando entendeu o objetivo da campanha.

Influenciadores, formato dos contratos e valores

Outros influenciadores relataram propostas com estrutura semelhante, contratos de três meses e previsão de oito postagens mensais, e alguns afirmaram ter recusado o trabalho ao perceber o teor das publicações.

Em um dos relatos relacionados ao Caso Master, foi mencionada a existência de contrato de três meses e um cachê de R$ 7,8 mil por post inicial para publicações críticas ao Banco Central, informação que passou a integrar a apuração.

PF, Federação Brasileira de Bancos e investigação sobre coordenação

A Federação Brasileira de Bancos identificou, no período, uma intensificação de ataques ao Banco Central nas redes sociais, e a Polícia Federal deverá apurar se houve ação coordenada para difundir críticas após a liquidação do Banco Master.

O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, que está sendo investigado pela Polícia Federal, e reportagens indicaram que o episódio pode ter impacto financeiro relevante, com menções a prejuízos ligados ao Master em outras instituições.

Pedido ao STF, defesa de Vorcaro e próximos passos

Ao levar o caso ao STF, a defesa de Vorcaro buscou afastar a hipótese de envolvimento direto nos ataques ao Banco Central, e pediu que as apurações identifiquem os responsáveis pelas propostas a influenciadores.

Com a investigação em curso, a expectativa é que a Polícia Federal analise contratos e comunicações para verificar eventuais coordenadores e o fluxo de pagamentos, enquanto o debate sobre regulação de campanhas nas redes sociais ganha novo fôlego.