Procon-SP aplicou a penalidade após sucessivas reclamações dos consumidores, citando “diversas infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC)” e problemas de atendimento
WePink, marca de cosméticos associada à influenciadora Virginia Fonseca, recebeu uma multa administrativa do Procon-SP, após reclamações recorrentes de clientes.
A penalidade, no valor de R$ 1.566.416,66, foi imposta em razão de diversas falhas apontadas por consumidores, entre elas atraso em entregas e problemas no reembolso.
As informações acima constam em reportagem citada, conforme informação divulgada pelo g1.
O que motivou a multa
Segundo a apuração, o Procon-SP entendeu que houve “diversas infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC)“, após o registro de sucessivas reclamações contra a empresa.
Entre os problemas apontados estão: Descumprimento de prazos de entrega;Envio de pedidos incompletos;Demora excessiva para estorno de valores;Atraso na entrega de itens substituídos por defeito, conforme listado pela reportagem.
Falhas no direito de arrependimento e dados de contato
O órgão também apontou falhas no atendimento a consumidores que exerceram o “direito de arrependimento“, que permite ao cliente devolver o produto e receber o reembolso em até sete dias após o recebimento de compras feitas pela internet ou por telefone.
Em nota, o Procon-SP informou que a empresa “deixou de informar dados obrigatórios para o comércio eletrônico como o endereço físico e e-mail para contato“, o que também agravou a avaliação do órgão.
Como o valor da multa foi definido
O montante aplicado, R$ 1.566.416,66, foi calculado levando em conta a gravidade das infrações, a condição financeira da empresa e os benefícios obtidos, segundo o Procon-SP.
Esses critérios visam vincular a sanção à capacidade econômica da empresa e ao impacto das práticas identificadas sobre os consumidores.
Resposta da WePink e próximos passos
O g1 informou que tentou contato com a WePink, mas “não obteve resposta até a publicação desta reportagem“.
Com a aplicação da multa, a empresa pode recorrer administrativamente, e consumidores afetados podem buscar reparação por vias administrativas ou judiciais, dependendo do caso.
Para quem teve problemas semelhantes, especialistas recomendam registrar reclamação em canais oficiais, como o próprio Procon e plataformas de defesa do consumidor, guardar comprovantes e acompanhar prazos de estorno e troca.