Zelensky revela proposta de Trump: 15 anos de segurança à Ucrânia, mas pede 40 anos de garantia para paz duradoura

Zelensky detalha plano de segurança oferecido por Trump e pede prazo maior para garantir paz na Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou detalhes sobre a proposta de segurança apresentada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro na Flórida. Segundo Zelensky, Trump ofereceu uma garantia de segurança à Ucrânia por um período de 15 anos, visando um acordo de paz para encerrar o conflito com a Rússia.

No entanto, Zelensky expressou o desejo de um prazo significativamente mais longo, sugerindo um período de até 40 anos para as garantias de segurança. A proposta de Trump, conforme relatado por Zelensky, foi feita durante a reunião de ambos no domingo, 28 de maio, nos Estados Unidos. A gestão de Trump tem atuado como mediadora em tentativas de acordo para o fim da guerra.

A garantia de segurança funciona como um escudo protetor contra novas invasões, semelhante aos moldes da OTAN. Na prática, isso implicaria que, em caso de um novo ataque, Estados Unidos e países europeus enviariam tropas para defender o território ucraniano. Conforme Zelensky, Trump indicou que o prazo oferecido é prorrogável, mas o líder ucraniano insistiu na necessidade de um período maior para assegurar a estabilidade a longo prazo. Washington ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido ucraniano.

Trump e Zelensky próximos de um acordo, mas paz ainda incerta.

Durante o encontro na Flórida, tanto Trump quanto Zelensky indicaram estar próximos de um acordo de paz, embora tenham admitido a existência de pontos ainda não resolvidos. Trump afirmou que o principal impasse envolve a região de Donbass, onde áreas controladas pela Rússia poderiam ser reconhecidas como russas pelos EUA, e também a Crimeia, anexada ilegalmente em 2014. O ex-presidente americano não estabeleceu um prazo fechado, mas acredita que um acordo pode ser alcançado nas próximas semanas.

Zelensky, por sua vez, agradeceu a mediação de Trump e declarou que 90% do plano de paz já estaria fechado. Contudo, ele evitou responder diretamente a perguntas sobre a possibilidade de concessões territoriais à Rússia, enfatizando a importância de respeitar a lei e o povo ucraniano, pois se trata da terra de sua nação e de muitas gerações.

Kremlin concorda com otimismo sobre paz, mas exige retirada de tropas.

O Kremlin, porta-voz do governo russo, concordou com a afirmação de Trump de que o fim da guerra na Ucrânia está “mais próximo do que nunca”. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que a Rússia concorda com essa perspectiva, mas impôs uma condição crucial: a retirada das tropas ucranianas do Donbass, região controlada em grande parte pelo exército russo. Peskov afirmou que Kiev deveria desocupar as partes do Donbass que ainda controla.

Anteriormente, Zelensky havia indicado que aceitaria retirar suas tropas do Donbass se a Rússia concordasse em estabelecer uma zona desmilitarizada na região. A proposta de paz elaborada pelos Estados Unidos previa, de fato, uma zona desmilitarizada na área, o que poderia ser um ponto de convergência para as negociações.

Garantia de segurança: O que significa para a Ucrânia?

A proposta de Trump de oferecer garantias de segurança por 15 anos à Ucrânia, prorrogáveis, visa proporcionar estabilidade e proteção contra futuras agressões. Essa garantia, se concretizada, funcionaria de maneira similar à defesa mútua prevista pelos membros da OTAN, onde um ataque a um membro é considerado um ataque a todos.

O presidente ucraniano, ao pedir um prazo maior, busca assegurar a soberania e a integridade territorial de seu país a longo prazo. A necessidade de um acordo de paz duradouro é evidente, dado o alto custo humano e material da guerra. A mediação de Trump busca acelerar esse processo, mas as exigências de ambas as partes ainda representam desafios significativos para a consolidação da paz.