sexta-feira, julho 24, 2026

Trump anuncia nesta sexta o novo presidente do Fed, Kevin Warsh é apontado como favorito e provoca queda em bolsas e aumento da volatilidade global

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Escolha de presidente do Fed por Trump, com Kevin Warsh como principal nome segundo a Bloomberg, acende preocupações sobre política de juros e estabilidade dos mercados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende anunciar nesta sexta-feira quem será o novo presidente do Federal Reserve, o banco central americano.

Fontes e veículos de imprensa indicam que o nome apontado como favorito é o do ex-governador do Fed, Kevin Warsh, informação que já provoca forte movimentação nas bolsas e nos mercados de câmbio.

Investidores avaliam como a provável nomeação pode mudar a trajetória das taxas de juros e do balanço do Fed, com reflexos em ativos como ouro, petróleo e criptomoedas, conforme informação divulgada pelo g1

Quem é Kevin Warsh e por que ele aparece como favorito

Kevin Warsh já integrou o Conselho de Governadores do Fed, ele é visto como um defensor de **taxas de juros mais baixas**, mas também como uma opção relativamente moderada entre os nomes cogitados.

Segundo a Bloomberg, Warsh se reuniu com Trump na Casa Branca e teria causado boa impressão, embora a nomeação só seja oficial após o anúncio do presidente, conforme relatos da Reuters.

Warsh defende um **balanço patrimonial menor para o Fed**, o que indica postura mais cautelosa em relação a estímulos monetários agressivos, segundo análises citadas pela imprensa.

Reação imediata dos mercados e indicadores citados pela imprensa

A possibilidade de Warsh assumir o comando do Fed provocou forte reação nos mercados financeiros, de acordo com a Reuters, com impactos registrados em índices e ativos globais.

O índice mais amplo da MSCI para ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu até 1,3%, registrando a maior queda diária no último mês, enquanto em Hong Kong o índice de empresas chinesas recuou 2,1% e o Nikkei 225, no Japão, caiu 0,1%.

Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 recuaram 0,4% e os do Nasdaq caíram 0,5%, o índice do dólar subiu 0,3%, para 96,481, e o rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos avançou 4,0 pontos-base, para 4,265%.

No mercado de commodities e criptoativos, o ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%, segundo as informações compiladas pela reportagem.

Em plataformas de previsão, a probabilidade implícita de Warsh ser escolhido saltou de 35% para 92% na Polymarket, e outras plataformas como Polymarket e Kalshi chegaram a atribuir chances superiores a 80% ao ex-governador, conforme reportado pela Reuters.

Contexto político, pressões sobre o Fed e limites institucionais

A nomeação ocorre em meio a tensões entre Trump e a atual liderança do Fed. O presidente tem pressionado publicamente por cortes mais acentuados nas taxas, apesar de o banco central já ter reduzido os juros três vezes em 2025 e manter a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% após a última reunião.

Trump chegou a afirmar que o então presidente do Fed, Jerome Powell, não tinha motivos para manter os juros tão elevados, chamando-o de “idiota” e dizendo que ele está “prejudicando o país e a segurança nacional”, declaração destacada nas reportagens.

Powell tem mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028, e especialistas ressaltam que a independência do Fed é considerada fundamental para o controle da inflação, argumento que ganha relevância diante de pressões políticas e investigações citadas pela imprensa.

O que observar nos próximos dias

O anúncio oficial de Trump deve ser o principal evento para os mercados, mas analistas também estarão atentos a declarações detalhadas sobre a agenda de Warsh, caso seja nomeado, e a reações das autoridades do Fed e de reguladores globais.

Investidores irão monitorar, em particular, sinais sobre a disposição do novo presidente do Fed em relação a cortes de juros adicionais, ao tamanho do balanço do banco central e à postura em eventos futuros de política monetária.

Fontes citadas no texto incluem reportagem da Bloomberg e informações apuradas pela Reuters, além da síntese de reação do mercado compilada pelo g1.

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