quinta-feira, julho 23, 2026

Caso Master deve voltar à primeira instância após o Carnaval, solução no STF mira reduzir desgaste da Corte enquanto relator Toffoli decide sobre inquéritos

Share

Proposta em negociação prevê que os inquéritos do Caso Master retornem às justiças federais de Brasília e de São Paulo, para reduzir o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal

Uma solução em discussão no Supremo Tribunal Federal prevê a devolução dos inquéritos relacionados ao Caso Master para a primeira instância, onde as investigações corriam separadamente.

A decisão ficará a cargo do relator, o ministro Dias Toffoli, e deve ser tomada depois do Carnaval, segundo interlocutores na Corte.

Conforme informação divulgada pelo g1

Por que a devolução é defendida

O impulso para enviar o processo de volta à primeira instância ganhou força depois de declarações do presidente do STF, Edson Fachin, e de movimentos internos na Corte para evitar desgaste institucional.

Os dois inquéritos chegaram ao STF após apreensão pela Polícia Federal de um documento que citava o deputado federal João Carlos Bacelar, e as defesas alegaram que, por causa do foro privilegiado, a investigação deveria tramitar na Corte.

Desde então, não surgiram documentos ou provas que envolvam o deputado, que sequer é investigado, e com a conclusão das apurações da PF, há quem entenda que não haveria razão para manter os autos no STF.

Críticas à atuação de Toffoli

Decisões tomadas pelo relator do caso, Dias Toffoli, foram apontadas como incomuns e geraram críticas nos meios político e jurídico.

Entre as medidas que provocaram controvérsia estão a restrição de acesso da PF a celulares apreendidos nas operações, e a ordem para acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro.

Também foram divulgadas transações envolvendo fundos ligados ao Master e a compra de participação de irmãos do ministro em um resort em Ribeirão Claro, no Paraná, notícia publicada por O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo.

Esses episódios, e decisões qualificadas por alguns como “atípicas”, aumentaram a pressão sobre a Corte e sobre o próprio relator.

Próximos passos e impacto político

O presidente do STF, Edson Fachin, voltou antecipadamente de férias para tratar do assunto, conversou quase diariamente com Toffoli, viajou ao Maranhão para falar com Flávio Dino, e foi a São Paulo para encontrar o ministro aposentado Celso de Mello, além de falar por telefone com a ministra aposentada Rosa Weber.

Se confirmada a devolução, os inquéritos voltariam a tramitar nas justiças federais de Brasília e de São Paulo, o que tende a reduzir o foco político sobre o STF, e a deslocar do tribunal as decisões investigatórias.

O desfecho ficará a cargo de Toffoli, e a expectativa é que a definição ocorra no período pós-Carnaval, com impacto direto no ritmo das apurações e na exposição pública do episódio.

Leia Mais

Fique por dentro