Desabamento de prédio no Líbano deixa 6 mortos e 7 feridos em Trípoli, moradores denunciam risco em milhares de edifícios e cobram ação imediata do Estado
Em Trípoli, o desabamento de prédio no Líbano provocou pelo menos seis mortes, sete feridos e deixou vários desaparecidos, autoridades alertam para risco em milhares de estruturas
Equipes de resgate e moradores se juntaram para trabalhar nos escombros em busca de sobreviventes, enquanto a tensão cresce entre a população local.
O edifício tinha cinco andares e, segundo relatos iniciais, abrigava cerca de 20 famílias, o que amplia a preocupação sobre vítimas e desaparecidos.
Até agora, foram confirmados seis mortos, sete feridos e relatos de vários desaparecidos, conforme informação divulgada pelo g1.
Resgate e reação de moradores
Equipes da Defesa Civil, voluntários e moradores trabalham lado a lado para remover escombros e permitir a chegada de ambulâncias e máquinas pesadas.
Segundo relatos da mídia internacional, houve tumulto no local, com pedestres e familiares que se aglomeravam perto da área de risco e foram orientados a recuar para facilitar o socorro.
Um morador declarou, em tom de revolta, “Avisamos repetidamente sobre o perigo desses prédios, onde estava o Estado? Nossas famílias agora estão sob os escombros”, refletindo a indignação presente entre testemunhas.
Declarações das autoridades locais
O prefeito de Trípoli, Abdel Hamid Karimeh, informou que o incidente deixou seis mortos e sete feridos até o momento, e que ainda existem vários desaparecidos.
Karimeh alertou para a gravidade da situação ao afirmar, “O problema está além da capacidade da prefeitura de Trípoli, e cada vida perdida na cidade é de responsabilidade do Estado”, cobrando resposta estadual imediata.
O presidente Joseph Aoun disse que está monitorando a situação em coordenação com o ministro do Interior, e solicitou a mobilização completa dos serviços de emergência, além do fornecimento de abrigo aos afetados.
Risco estrutural e medidas emergenciais
Autoridades locais alertaram que milhares de estruturas na cidade correm risco de colapso, o que levou à evacuação de prédios vizinhos e intensificou a necessidade de abrigos temporários.
Organizações de socorro e governo foram convocadas a fornecer apoio imediato às famílias desalojadas, enquanto máquinas pesadas continuam as operações para buscar possíveis sobreviventes entre os escombros.
Próximos passos e denúncias
Fiscalizações e inspeções emergenciais devem ser reforçadas para avaliar a estabilidade de outros imóveis, e há cobrança pública por investigações sobre as causas do desabamento.
A situação permanece em evolução, com equipes de resgate atuando e pedidos de ajuda humanitária sendo organizados para atender os afetados pela tragédia, conforme informação divulgada pelo g1.