Entressafra da cana-de-açúcar, usinas de Catanduva e Novo Horizonte reforçam manutenção de colhedoras, moendas e caldeiras para garantir a safra 2026
Colhedoras são desmontadas e revisadas, o custo de reforma chega a R$ 150 mil por máquina, equipes são remanejadas e estoques técnicos são ampliados para maior eficiência
Na entressafra, barracões viram oficinas e a rotina das unidades agrícolas muda para manutenção intensa, visando reduzir falhas na próxima colheita.
Peças, estruturas e máquinas pesadas são inspecionadas e, quando necessário, substituídas ou reformadas para garantir operação contínua e segura.
O trabalho envolve remanejamento de pessoal e planejamento conforme janelas climáticas, para que a operação retome sem sobressaltos, conforme informação divulgada pelo g1
Revisão completa das colhedoras e custos
As colhedoras recebem atenção especial porque, durante a safra, operam 24 horas por dia por meses seguidos. A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra. Na entressafra elas são desmontadas, peças são verificadas e a revisão é feita antes do retorno ao campo.
O custo de reforma de cada máquina gira em torno de 150 mil reais, valor que reflete o trabalho de desmontagem, troca de componentes e testes finais para evitar paralisações durante a colheita.
Moenda, caldeiras e capacidade industrial
Setores como a moenda e a caldeira também passam por desmontagem e reforma, por serem os que mais se desgastam ao longo da safra. A usina dedica atenção especial a esses equipamentos para manter a eficiência energética e operacional.
A usina tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora, o que exige manutenção precisa para manter rendimento e segurança no processamento durante a safra.
Mão de obra, estoques e logística
Em Catanduva, a unidade conta com uma equipe exclusiva para o setor, formada por 164 funcionários, além de um estoque próprio com milhares de itens usados em reparos e conservação das máquinas, o que acelera o serviço.
Em outra unidade, na área rural de Novo Horizonte, parte dos serviços foi antecipada por empresas terceirizadas, enquanto internamente, onde trabalham cerca de 3 mil funcionários, profissionais da safra são remanejados para as equipes de manutenção.
Planejamento, clima e ganhos esperados
O mapeamento de problemas feito durante a safra orienta as prioridades da entressafra, desde pequenas substituições até movimentações com guindastes para peças pesadas.
O cronograma também leva em conta o período de chuvas na região, porque trabalhos externos dependem de tempo seco. Além das correções, as usinas aproveitam para modernizar equipamentos e aumentar a produtividade na próxima safra.